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🚨 R$ 384 MIL EM UM MÊS: JUSTIÇA PARA QUEM?

Enquanto o povo conta moedas, o topo do Judiciário acumula “penduricalhos” milionários

 

Papo de Artista Bahia – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo

Por: Nilson Carvalho

 

“Não precisamos estar em evidência.”

 

A frase é do desembargador Ibanez Monteiro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. A declaração fala sobre discrição, sobre foco no trabalho, sobre a importância do cargo acima da pessoa.

 

Mas os números falaram mais alto que qualquer discurso.

 

Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, o magistrado recebeu em janeiro R$ 384.954,59 brutos — cerca de R$ 354 mil líquidos. Um valor que equivale a aproximadamente oito vezes o teto constitucional do funcionalismo público, hoje fixado em R$ 46,3 mil, referência baseada no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

 

A justificativa? Verbas eventuais: férias acumuladas, plantões e indenizações. Os chamados “penduricalhos”.

 

📌 Mas o que isso significa na prática?

 

Significa que, mesmo existindo um teto salarial previsto na Constituição, há mecanismos legais que permitem que, na soma final, o valor ultrapasse esse limite.

 

É ilegal?

Segundo o tribunal, não.

É imoral?

Essa resposta quem dá é a sociedade.

 

O próprio STF, inclusive com decisão do ministro Flávio Dino, suspendeu temporariamente parte desses pagamentos e discute regras de transição para limitar os chamados penduricalhos. A cúpula do Judiciário e do Congresso negocia novas normas.

 

A pergunta que ecoa nas ruas é simples:

 

Se há teto, por que ele pode ser ultrapassado?

 

⚖️ O outro lado da balança

 

É preciso ser justo: magistrados têm carreira longa, responsabilidade enorme, decisões que impactam vidas. O desembargador Ibanez Monteiro é juiz desde 1985, com trajetória consolidada no Judiciário do Rio Grande do Norte.

 

O problema não é a pessoa.

É o sistema.

 

Quando a Constituição cria um teto, ela busca equilíbrio fiscal e moralidade administrativa. Quando exceções viram regra, nasce o sentimento de desigualdade.

 

E desigualdade corrói a confiança.

 

💔 O Brasil real

 

Enquanto isso, o trabalhador brasileiro acorda às 5 da manhã. Pega ônibus lotado. Trabalha 30, 35 anos. Sonha com a aposentadoria. E, quando consegue se aposentar — se conseguir — recebe um salário mínimo que mal paga remédio, luz e comida.

 

Será que um dia o Brasil será igual para todos?

 

Ou o pobre está condenado a trabalhar a vida inteira para sobreviver com o mínimo, enquanto o topo do sistema encontra brechas para ampliar o máximo?

 

Essa não é uma discussão contra o Judiciário.

É uma discussão sobre justiça social.

 

Porque justiça que não é percebida como justa deixa de ser justiça — vira privilégio institucionalizado.

 

🔥 Benefício para quem?

 

Defensores dizem que as verbas são legais, previstas, indenizatórias.

Críticos afirmam que, mesmo legais, ferem o espírito do teto constitucional.

 

O STF promete regras mais rígidas. Se isso acontecer, pode haver:

 

✔️ Maior transparência

✔️ Redução de gastos públicos

✔️ Recuperação da confiança da população

 

Se nada mudar, o sentimento de abismo social tende a aumentar.

 

E quando a sociedade perde a fé nas instituições, o dano não é financeiro — é democrático.

 

📢 A pergunta que não quer calar

 

O Brasil ainda tem jeito?

 

Ou estamos assistindo, passivamente, a um país onde o teto é flexível para alguns e intransponível para outros?

 

Não se trata de atacar pessoas.

Trata-se de discutir prioridades.

 

Porque quando o topo ganha oito vezes o limite previsto, enquanto a base luta pelo básico, a sensação que fica é de que o jogo nunca foi igual.

 

E talvez nunca tenha sido.

 

Será que o Brasil um dia será igual para todos?

Ou o pobre terá que trabalhar a vida toda para sobreviver com um salário mínimo?

 

Deixe sua opinião.

O Brasil ainda tem jeito?

 

Comente, compartilhe e levante essa discussão.

Você acha que isso está certo?

 

O silêncio também mata.

 

Foto: Internet


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