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🌊 Quando o Mar Deixa de Ser de Todos: O Silêncio que Afoga Camaçari 🌅

Por: Nilson Carvalho


Existe um tipo de silêncio que machuca.


Não é o silêncio da paz… é o silêncio da omissão.

 

Enquanto muitos ainda acreditam que o mar é infinito e democrático, algo tem mudado silenciosamente nas praias de Camaçari. O que sempre foi espaço de encontro, liberdade e pertencimento começa a ganhar cercas invisíveis — e, às vezes, bem visíveis.

 

📍 Itacimirim: o paraíso cada vez mais distante




A bela Itacimirim, conhecida por suas águas tranquilas e beleza natural preservada, hoje é cercada por condomínios de alto padrão e empreendimentos exclusivos.

 

O acesso continua sendo um direito garantido por lei — praias são bens públicos no Brasil.

 

Mas na prática, quando o transporte coletivo já não chega, quando os acessos ficam escondidos entre muros e portarias, quem realmente consegue usufruir?

 

A exclusão nem sempre vem com placas.

Às vezes ela vem com a ausência de ônibus.

 

📍 Guarajuba: luxo de um lado, dificuldade do outro




Em Guarajuba, o cenário se repete.

Resorts, loteamentos planejados, segurança privada, infraestrutura de alto padrão.

 

E o transporte público?

E o trabalhador que depende dele?

E o morador que sempre frequentou aquele pedaço de mar?

 

Quando o coletivo não acessa mais a praia, o recado é claro:

o espaço continua sendo público no papel… mas seletivo na prática.

 

🌱 A especulação que seca os mananciais



O avanço imobiliário não impacta apenas o acesso às praias.

Ele pressiona lagoas, restingas, nascentes e mananciais naturais em todo o município.

Cada área aterrada.

Cada nascente soterrada.

Cada metro de restinga substituído por concreto.

A orla, que deveria ser protegida como patrimônio ambiental e social, torna-se alvo de uma lógica onde a paisagem vira mercadoria — e a natureza paga a conta.

E quando os mananciais secam, não é só a água que falta.

Falta equilíbrio.

Falta futuro.

⚖️ O que está em jogo?

 

 

Direito constitucional de acesso às praias

 

 

Mobilidade urbana e justiça social

 

 

Preservação ambiental

 

 

Planejamento urbano sustentável

 

 

Transparência nas decisões públicas

 

 

Não se trata de ser contra o desenvolvimento.

Trata-se de perguntar: desenvolvimento para quem?

Quando a cidade cresce sem diálogo, quem perde é a coletividade.

Quando o transporte some, o acesso diminui.

Quando a especulação avança, a natureza recua.

E quando todos se calam… o processo acelera.

 

🤝 A gentileza também é cidadania

 

“A gentileza não faz barulho, mas transforma o mundo de quem dá e de quem recebe.”



Ser gentil também é defender o direito do outro.

É levantar a voz quando o espaço público começa a se tornar privilégio.


É cuidar do que é comum, mesmo que não seja seu quintal.


Porque praia não é condomínio.

Manancial não é lote.

Orla não é mercadoria.

É herança coletiva.

 

🌊 Se o mar é de todos, o acesso também precisa ser.

 

O silêncio também mata — mata direitos, mata rios, mata futuros.

Desperte. Questione. Compartilhe. Porque quando a sociedade acorda, nenhuma cerca é alta demais.

Comente, compartilhe e levante essa discussão.


O silêncio também mata.


Fotos Papo de Artista Bahia

1 comentário


Convidado:
17 de fev.

Top mais quem levanta a cabeça morre porque os donos da orla de Camaçari mora em Guarajuba e mandam até ... Pra vc ter noção nem blits de lei seca não tem dentro de Guarajuba mas tem do lado de monte gordo justamente pro pessoal de lá não ir a praia . E isso percorre de busca vida a Itacimirim.

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