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Quando a Negligência Mata: Uma Família Inteira Perdida ao Fio Solto da Tragédia

Por: Nilson Carvalho

 

Mais uma vez, o Brasil amanhece de luto diante de uma tragédia que poderia — e deveria — ter sido evitada. Na zona rural de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, uma família teve sua história interrompida de forma brutal, revelando o preço alto da negligência e do descaso com a vida humana.

 

Júlia Lyandy Chagas, seu marido João Victor Vargas Ormond Gomes e o pequeno Brian Vargas, de apenas 4 anos, morreram eletrocutados ao entrarem em contato com um fio de alta tensão rompido, que permanecia energizado em plena via pública. Eles voltavam de um momento simples e comum a tantas famílias brasileiras: um passeio a uma cachoeira. Estavam molhados, felizes, vivos. Em segundos, tudo virou dor, choque e morte.

 

Segundo relatos, Júlia aprendia a pilotar uma motocicleta quando caiu e tocou no fio exposto. O instinto de amor falou mais alto: o marido correu para socorrê-la e também foi atingido. O filho, ao ver os pais caídos, correu na inocência de uma criança que não entende o perigo — e perdeu a vida da forma mais cruel possível. Uma cena que nenhum pai, nenhuma mãe, nenhum cidadão deveria sequer imaginar.

 

O que mais revolta é saber que moradores da região afirmam ter alertado, mais de uma vez, sobre o fio rompido. Pedidos de reparo teriam sido feitos, mas ignorados. Quantas vidas valem uma manutenção não realizada? Quantas denúncias precisam ser feitas até que alguém aja antes da tragédia, e não depois dela?

 

Casos como esse escancaram um problema estrutural: a falta de fiscalização eficiente, a morosidade das concessionárias e a sensação de abandono que atinge, sobretudo, áreas rurais e periféricas. Não se trata apenas de um acidente, mas de uma falha coletiva que custa vidas inocentes. Energia elétrica não é detalhe técnico — é risco real quando tratada com descaso.

 

A concessionária responsável lamentou o ocorrido e afirmou estar apurando as causas. Mas a pergunta que ecoa entre os moradores e em todo o país é simples e dolorosa: por que só se apura depois que uma família inteira é enterrada?

 

Essa tragédia precisa servir de alerta. Fios soltos, postes danificados, redes expostas não são “problemas menores”. São armadilhas fatais. O povo precisa ser ouvido, as denúncias precisam ser levadas a sério, e a vida deve estar acima de qualquer burocracia ou economia.

 

Que a morte de Júlia, João Victor e do pequeno Brian não seja apenas mais um número nas estatísticas. Que seja um grito por responsabilidade, respeito e ação imediata.

 

Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.

 

Foto: Internet

 
 
 

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