🚨 PERDÃO NÃO APAGA O RISCO: ESPECIALISTA ALERTA QUE O SILÊNCIO TAMBÉM PODE COLOCAR VIDAS EM PERIGO
- Malu Araújo

- há 7 horas
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Entender a diferença entre perdoar e ignorar ameaças pode evitar novos sofrimentos e fortalecer a responsabilidade coletiva
Por: Malu Araújo TVBahia3
Perdoar é um dos maiores gestos de grandeza humana. No entanto, especialistas alertam que o perdão não deve ser confundido com omissão diante de situações que ainda representam riscos à coletividade. Quando um perigo é conhecido e ninguém alerta sobre ele, o silêncio pode contribuir para que novas pessoas sejam prejudicadas.
A reflexão ganha força em um momento em que a sociedade debate cada vez mais a importância da responsabilidade social, da transparência e da proteção da vida.
Segundo o jornalista, ambientalista, artista plástico, apresentador, futuro psicólogo e presidente da APTI (Associação Beneficente Artes Para Todas as Idades), Nilson Carvalho, perdoar significa libertar-se do ressentimento, mas não eliminar a responsabilidade de prevenir que outras pessoas sejam expostas ao mesmo risco.
"Perdoar é um ato de cura para quem sofreu. Mas proteger outras pessoas é um compromisso com a sociedade. São atitudes diferentes, que precisam caminhar juntas.", afirma.
Perdoar não significa esquecer os riscos
Na visão do especialista, muitas pessoas acreditam que o verdadeiro perdão exige silêncio absoluto sobre tudo o que aconteceu. Para ele, essa interpretação pode gerar consequências graves.
Perdoar significa abrir mão do desejo de vingança, permitir a reconstrução de relações quando possível e seguir em frente sem alimentar o ódio. Entretanto, isso não elimina o dever de agir com responsabilidade quando uma situação ainda representa ameaça para terceiros.
"Quem identifica um risco e escolhe permanecer em silêncio pode, ainda que involuntariamente, contribuir para que outras pessoas sejam atingidas. O silêncio também produz consequências.", destaca Nilson Carvalho.
O silêncio pode favorecer a repetição do problema
Especialistas em comportamento humano apontam que reconhecer erros e compreender seus impactos faz parte do processo de mudança.
Quando um problema é ocultado, duas consequências costumam surgir:
outras pessoas permanecem vulneráveis por desconhecerem o risco;
quem cometeu o erro pode não compreender plenamente os impactos de suas atitudes, reduzindo as chances de transformação.
Para Nilson Carvalho, alertar não significa condenar alguém permanentemente.
"A sociedade precisa aprender que proteger pessoas não é incompatível com oferecer oportunidades de recomeço. É possível exercer misericórdia sem abandonar a responsabilidade."
A responsabilidade é coletiva
Em comunidades que enfrentam desafios relacionados à segurança, saúde e cidadania, compartilhar informações que possam evitar danos torna-se um ato de solidariedade.
Uma comparação simples ajuda a compreender essa responsabilidade.
"Se existe um buraco na calçada e ninguém avisa, novas pessoas poderão cair. O mesmo acontece com qualquer situação de risco. Informar é cuidar.", explica.
Segundo ele, a prevenção continua sendo a ferramenta mais eficaz para proteger vidas.
A informação também salva vidas
Especialistas em prevenção de riscos defendem que o acesso à informação fortalece comunidades, amplia a capacidade de decisão das pessoas e reduz situações evitáveis.
Mais do que apontar culpados, o objetivo deve ser impedir que novos episódios provoquem sofrimento.
Como resume Nilson Carvalho:
"O perdão cura o coração. A verdade protege vidas. Uma sociedade justa precisa dos dois."

O equilíbrio entre compaixão e responsabilidade continua sendo um dos maiores desafios da convivência humana. Perdoar representa um gesto de maturidade. Alertar sobre riscos demonstra compromisso com o próximo.
Quando esses dois valores caminham juntos, a sociedade se torna mais segura, consciente e preparada para evitar que erros do passado continuem produzindo novas vítimas.
Você concorda que é possível perdoar sem deixar de proteger outras pessoas?
Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esta reportagem. O debate responsável fortalece a cidadania e pode contribuir para a prevenção de novos sofrimentos.
Entrevistado: Nilson Carvalho — jornalista, ambientalista, artista plástico, apresentador, futuro psicólogo e presidente da APTI (Associação Beneficente Artes Para Todas as Idades).
Reportagem: Jornalista Malu Araújo – TVBahia3.
Foto: TVBAHIA3




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