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🚨 PATRIMÔNIO É PODER: A CULTURA QUE O POVO VIVE ESTÁ SENDO IGNORADA?

“Quem se cala diante do risco, assume a responsabilidade pelo dano.”

 

Por Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo

Por: Nilson Carvalho

 

Eu não nasci para ser conivente.

Nasci para confrontar, para despertar, para libertar.

 

Em um país onde a cultura muitas vezes é tratada como detalhe — e não como direito — uma fala recente acende um alerta que não pode ser ignorado. Durante o debate “Brasília 66 Anos: uma cidade em constante transformação”, o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Deyvesson Gusmão, trouxe à tona uma reflexão que vai muito além de prédios históricos: o verdadeiro patrimônio está no povo.

 

Mas a pergunta que não quer calar é: isso está sendo colocado em prática ou ficando apenas no discurso?

 

Ao defender um olhar mais amplo sobre o patrimônio cultural, Deyvesson aponta para uma realidade que muita gente vive na pele: o Brasil oficial reconhece monumentos, mas muitas vezes ignora histórias, tradições e modos de vida que nascem nas periferias, nas comunidades e nos territórios invisibilizados.

 

E é aí que mora o perigo 🚨

 

Quando o Estado reconhece apenas o que está no centro — e esquece o que pulsa nas bordas — ele reforça desigualdades, apaga identidades e nega cidadania. Porque cultura não é só pedra e concreto. Cultura é memória, é raiz, é resistência.

 

O próprio presidente do Iphan afirmou que não há cidadania sem o direito à cultura. E isso deveria ecoar como um grito urgente: sem acesso, sem valorização e sem políticas públicas eficazes, o povo continua sendo excluído da sua própria história.

 

Por outro lado, quando há reconhecimento real — não só no papel — o impacto é direto:

 

✔️ Fortalece a autoestima das comunidades

✔️ Gera oportunidades econômicas locais

✔️ Valoriza saberes ancestrais

✔️ Promove inclusão social

 

Mas sem ação concreta, tudo isso vira promessa vazia.

 

O debate sobre os 66 anos de Brasília trouxe especialistas, autoridades e a sociedade civil para discutir o futuro da capital. Bonito no papel. Necessário no discurso. Mas o povo quer sentir isso na prática.

 

Porque refletir sobre a cidade não é só falar — é agir. É incluir. É reconhecer quem constrói a cultura todos os dias, longe dos holofotes.

 

E aqui vai o ponto mais sensível: quantas culturas ainda precisam desaparecer para que sejam consideradas patrimônio?

 

O silêncio também mata. Mata a memória. Mata a identidade. Mata a história de um povo inteiro.

 

Eu não nasci para ser conivente.

 

Comente, compartilhe e levante essa discussão.

Você acha que isso está certo?

 

Foto: Internet


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