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🚨 “PARA, POR FAVOR!”: O GRITO QUE O BRASIL OUVIU TARDE DEMAIS

Por Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo

Por: Nilson Carvalho

 

Ela tentou pular o portão.

Ela gritou por socorro.

Ela implorou: “Para, por favor.”

 

Mas ninguém conseguiu impedir o desfecho cruel.

 

Câmeras de segurança registraram os últimos momentos de vida de Priscila Alves Versão, 22 anos, assassinada pelo companheiro em São Paulo. O caso foi registrado como feminicídio, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

 

As imagens são devastadoras.


Priscila tenta fugir. É puxada. Cai. É agredida repetidamente no chão. Uma testemunha grita. Ele ameaça. Depois, coloca o corpo da jovem no carro e a leva ao hospital já sem vida.

 

No Hospital Municipal Vereador José Storopolli, tentou sustentar uma versão que as câmeras desmentiram. Disse que a encontrou ferida. Mentiu. A verdade estava gravada.

 

Mas essa história não começa naquele portão.

 

Segundo a mãe da vítima, Priscila vivia um relacionamento abusivo, tóxico, marcado por violência emocional e física. Cinco anos de sofrimento. Tentativas de ajuda. Alertas. Conselhos. Como tantas outras mulheres, ela acreditou que talvez ele mudasse. Não mudou.

 

Priscila deixa três filhos: duas crianças pequenas e um bebê de seis meses.

 

Três crianças que agora crescem com a ausência brutal da mãe.

Três vidas marcadas por uma violência que poderia ter sido interrompida.

 

E a pergunta que ecoa é dolorosa:

Até quando?

 

Não é “briga de casal”.

Não é “ciúme”.

Não é “problema deles”.

 

É crime.

É ciclo de violência.

É um sistema que falha quando a denúncia não é levada a sério, quando medidas protetivas não são fiscalizadas, quando a sociedade se cala.

 

Nosso projeto —

“Quem Ama Cuida, Não Maltrata: Fora Qualquer Tipo de Violência” —

não é apenas um slogan. É uma convocação à consciência.

 

Relacionamentos abusivos não começam com socos.

Começam com controle.

Com isolamento.

Com humilhação.

Com ameaças veladas.

 

Quando a agressão física acontece, o ciclo já está avançado.

 

Como ativistas sociais, precisamos dizer o que muitos evitam:

A violência contra a mulher não é um caso isolado. É uma epidemia silenciosa.

 

A sociedade precisa reagir.

Os vizinhos precisam denunciar.

Os amigos precisam acolher.

O poder público precisa agir com firmeza.

 

Porque quando uma mulher grita “socorro” e ninguém consegue salvá-la, todos falhamos um pouco.

 

Priscila era amiga de outra vítima de feminicídio. Mais uma história interrompida. Mais uma mãe arrancada da própria casa.

 

Quantas mais?

 

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Foto: Internet


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