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🌎🔥 PANTANAL EM ALERTA: ENTRE A PRESERVAÇÃO E O CRIME QUE AMEAÇA NOSSA BIODIVERSIDADE

A realização da COP15 em Campo Grande demonstra um olhar com a conservação do Pantanal. A maior planície alagável do mundo e bioma reconhecido por sua biodiversidade é ponto logístico natural de parada para descanso e alimentação para 190 espécies de aves, que transitam do hemisfério norte (Canadá, EUA) até o extremo sul (região da Patagônia). Por outro lado o tráfico de espécies silvestres está no pódio da criminalidade, atrás apenas do tráfico de drogas e armas. E a grande maioria é a de aves silvestres, notadamente periquitos, papagaios, araras e maritacas, na verdade, os três ultimos fazem parte de um grande grupo de aves, os Psittaciformes, chamados popularmente de aves de bico torto, e são os mais queridos por serem domesticáveis, dóceis e sugerirem proximidade a fala humana. Históricamente podemos considerar que a primeira importação de psitacídeos foi feita pela Europa em 327 a.C., quando um soldado do exército de Alexandre, o Grande, chamado Oneskritosde, resolveu levar para a Grécia algumas aves como lembrança, em seu retorno, após a campanha na Índia contra os Persas.

 

Entretanto mais do que a beleza e o encanto de ter um animal silvestre em casa, não coaduna com as vertentes atuais de entendimento ecológico e assim o Programa Papagaios do Brasil, lançado em 2017, tem o viés de integrar ações de conservação de seis espécies de papagaios com diferentes graus de ameaça: papagaio-verdadeiro; papagaio-charão, papagaio-de-peito-roxo, papagaio-de-cara-roxa, papagaio-chauá e papagaio-moleiro. Espécies que foram contempladas pelo Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Papagaios. Essas aves, além do tráfico, sofrem com a redução de seus habitats naturais. o programa concentra suas atividades no dueto: informação e sensibilização das populações, asseverando atividades de educação para conservação da natureza, em pesquisas e no fortalecimento de ações de relacionamento entre o poder público, instituições privadas e do terceiro setor.

 

Todavia, a questão do tráfico de animais vai além do que aparentemente encontramos nos jornais. Perpassa por exemplo, pela “Deep Web” (camada da internet que não pode ser acessada através de mecanismos de busca), como o Google ou o próprio navegador que você usa, seja o Chrome, o Safari ou o Edge. Evidentemente, a deep web tem o seu lado “bom”, que é a privacidade para troca de conteúdo e informações sigilosas, por exemplo. Mas também tem o lado dúbio, aonde se enquadra o tráfico de animais silvestres. No que denominamos de dark web, existem fóruns com discussões que vão de política internacional a técnicas de programação, porém, todos precisam de cadastro, que pode ser feito por meio do Tor Mail. Este é um serviço criado e totalmente mantido dentro da Onion (nome dado à rede), e possui encriptação robusta. A Internet aumentou a capacidade de compradores e vendedores dispostos a se encontrarem e se comunicarem com facilidade. Aumenta exponencialmente o volume do comércio internacional de vida selvagem.

 

É cediço que as espécies “cativas” habitaram diferentes biomas do país enquanto “nativas” e, além do tráfico, enfrentam a redução do seu hábitat, pela poluição e avanço desprogramado das favelas (aumento demográfico). Isso posto, encerro afirmando que a preservação ambiental não é apenas tarefa exclusiva da polícia ou dos programas e projetos governamentais ou, sobremaneira, de muitos abnegados ambientalistas, mas sobretudo de cada cidadão, pois é o nosso futuro em questão!

 

Rosildo Barcellos, Articulista

Foto: Assessoria de Impressa


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