🌍 NO MEIO DA FOLIA, A RESISTÊNCIA PULSOU: 4 MIL VOZES PROVARAM QUE O REGGAE NÃO É MODA, É IDENTIDADE
- Nilson Carvalho

- 20 de fev.
- 2 min de leitura

“A gentileza não faz barulho, mas transforma o mundo de quem dá e de quem recebe.”
Entre becos de pedra e casarões históricos, o som do reggae tomou conta do Pelourinho durante quatro dias de Carnaval e atraiu, em média, cerca de 4 mil pessoas ao palco Reggae da Gente. Montada na Praça do Artesanato, na rua Gregório de Matos, a estrutura se consolidou como ponto de encontro para quem buscava, no Centro Histórico de Salvador, uma folia marcada por mensagens de resistência, espiritualidade e celebração da cultura roots.
Realizado pela Associação Alzira do Conforto, com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), o projeto Pulsa Reggae reafirmou a força da cultura roots em meio à diversidade de ritmos que dominam o Carnaval. Durante quatro dias, artistas e DJs transformaram a praça em território de identidade, consciência e celebração coletiva.
A abertura, no sábado (14), já indicava o tom da programação. DJ Dani Lova conduziu o público por clássicos do reggae roots e sonoridades contemporâneas. Tulani Masai e Banda equilibraram releituras e composições autorais com potência vocal e presença de palco. Lutte manteve a energia elevada, enquanto Alumínio trouxe letras de forte crítica social. Anastacia Roots encerrou a primeira noite exaltando ancestralidade e resistência, fazendo o público cantar e dançar em uníssono.
No domingo (15), DJ Woston do Reggae abriu os trabalhos, preparando o público para a banda De Kara no Reggae, que entregou um show vibrante. Edy Vox transitou entre romantismo e consciência social, lotando a praça. Victor Cena reafirmou a força da nova geração do reggae maranhense com repertório autoral marcante.
Na segunda-feira (16), DJ Falcom iniciou com clássicos que atravessam gerações. A banda Cativeiro reforçou mensagens de resistência e identidade em um show potente e dançante. Ricardo Reina manteve o clima roots, preparando o público para Duda Diamba, que levou ao palco sucessos atuais e carregados de significado. Mavi fechou a noite com vibração elevada até os últimos acordes.
O encerramento, na terça-feira (17), reuniu público fiel desde as primeiras horas. DJ Branco abriu a programação, seguido por Rogério Noronha. A Banda Dissidência trouxe forte presença instrumental e consistência sonora. No momento final, Paulinho Ganaê Banda recebeu Márcio Dred em uma celebração simbólica da trajetória do reggae na Bahia, selando o palco Reggae da Gente como um dos pontos altos do Carnaval no Centro Histórico.
Ao longo dos quatro dias, o Pulsa Reggae mostrou que, mesmo em meio ao axé, ao samba e às diversas expressões que compõem a maior festa de rua do mundo, o reggae mantém seu espaço de protagonismo. Mais que shows, o que se viu no Pelourinho foi a reafirmação de uma identidade cultural que resiste, celebra e pulsa forte — coletiva, consciente e enraizada na história da Bahia.
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📸 Crédito da Foto Divulgação – Pulsa Reggae
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