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🕊️ Morte repentina de Alan Sanches choca a Bahia e reacende debate sobre vida, poder e humanidade na política

A madrugada deste sábado (17) amanheceu mais silenciosa na Bahia. Morreu aos 58 anos o deputado estadual Alan Sanches, médico de formação, ex-presidente da Câmara Municipal de Salvador e uma das figuras mais influentes do Legislativo baiano nas últimas décadas. A causa da morte foi um infarto fulminante, que interrompeu de forma abrupta uma trajetória marcada por embates políticos, articulações de bastidores e presença ativa nas decisões que impactaram diretamente a vida do povo baiano.

 

Alan ainda chegou a ser socorrido por uma equipe do Samu, mas não resistiu. O velório acontece no Salão Nobre da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), espaço que ele conhecia como poucos — não apenas como parlamentar, mas como protagonista de debates que moldaram políticas públicas em áreas sensíveis como saúde, educação e saneamento.

 

Uma trajetória que atravessou gerações da política baiana

 

Alan Eduardo Sanches dos Santos iniciou sua caminhada política como vereador de Salvador, eleito em 2004. Reeleito em 2008, assumiu a presidência da Câmara Municipal entre 2009 e 2010, período em que se destacou pela atuação em comissões estratégicas, especialmente nas áreas de saúde e educação — áreas que dialogavam diretamente com sua formação médica.

 

Em 2011, foi eleito deputado estadual, iniciando uma sequência de reeleições que consolidou seu nome na política baiana. Na Alba, ocupou cargos importantes na Mesa Diretora, atuou como procurador parlamentar, foi 2º secretário e exerceu papel de liderança em diversas comissões, incluindo Constituição e Justiça, Finanças e Orçamento, Meio Ambiente e Saúde.

 

Mais recentemente, filiado ao União Brasil, Alan exercia o papel de líder da oposição, sendo uma voz ativa — e muitas vezes dura — nos debates políticos do estado. Nos bastidores, articulava sua pré-candidatura a deputado federal, o que reforça o impacto de sua morte repentina no cenário político.

 

Quando a morte interrompe o poder

 

A partida inesperada de Alan Sanches não é apenas uma notícia política. Ela é um choque humano. Um homem ativo, em plena articulação eleitoral, médico, pai, amigo e colega de plenário, que teve sua vida interrompida de forma brusca. A morte, mais uma vez, lembra que cargo, poder e influência não blindam ninguém da fragilidade da existência.

 

Para o povo, fica a reflexão: quantas decisões, projetos e disputas perdem o sentido diante da finitude da vida? E mais — até que ponto a política tem cuidado da saúde física e emocional de quem a exerce e, principalmente, de quem depende dela para sobreviver?

 

Legado, silêncio e reflexão coletiva

 

Independentemente de posicionamentos ideológicos, a morte de Alan Sanches deixa um vazio institucional e humano. Seu legado será avaliado pela história, mas o momento exige respeito, empatia e reflexão. Em tempos de radicalização e discursos de ódio, a perda de uma vida — sobretudo pública — deveria nos fazer rever prioridades, humanizar a política e valorizar mais o agora.

 

📣 Comente, compartilhe e reflita: o poder passa, a vida não espera. O silêncio também mata.

 

✍🏽 Por: Nilson Carvalho


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