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🚨 MEDO - CADÊ A SEGURANÇA PÚBLICA, GOVERNADOR?


“Pedágio do medo”: comerciantes denunciam cobrança do tráfico em plena Salvador e vivem rotina de terror na Avenida Vasco da Gama

 

Empresários relatam ameaças, fechamento de lojas e medo constante de morrer ou perder tudo. Enquanto isso, trabalhadores dizem que estão sendo expulsos do próprio sustento pelo avanço da criminalidade.

 

Por | Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo

 

Salvador amanhece todos os dias com trabalhadores abrindo as portas dos seus comércios na esperança de garantir o pão de cada dia. Mas, na Avenida Vasco da Gama, uma das regiões mais movimentadas da capital baiana, muitos empresários afirmam que hoje existe uma nova “conta obrigatória” para manter o negócio funcionando: o chamado “pedágio do tráfico”.

 

Segundo denúncias feitas por comerciantes da região, integrantes ligados ao Comando Vermelho (CV) estariam cobrando taxas semanais entre R$ 100 e R$ 400 para permitir o funcionamento de estabelecimentos comerciais. O valor varia de acordo com a quantidade de portas da loja. Quem não paga, segundo os relatos, vive sob ameaça constante.

 

A denúncia revela um cenário alarmante: trabalhadores honestos, que lutam diariamente para sobreviver à crise econômica, afirmam estar sendo sufocados pelo medo, pela insegurança e pela sensação de abandono.

 

Comércio acuado: “Ou paga, ou fecha”

 

Os relatos são fortes e carregados de tensão. Comerciantes afirmam que a cobrança ocorre há mais de dois anos e que o dinheiro é recolhido em espécie para evitar rastreamento policial.

 

“Tem comerciante que deixa só uma porta aberta porque não consegue pagar o valor das outras”, contou uma fonte sob anonimato.

 

Segundo os denunciantes, o processo segue quase sempre o mesmo roteiro: primeiro chegam recados enviados por jovens; depois vêm ligações avisando sobre a cobrança; por fim, homens aparecem pessoalmente para recolher o dinheiro.

 

“Todo mundo aqui trabalha com medo. Ninguém sabe se volta vivo para casa”, relatou um comerciante da região.

 

A sensação entre moradores e empresários é de que o trabalhador virou refém dentro do próprio bairro.

 

Pequenos empresários fecham as portas e deixam a região

 

O impacto não seria apenas emocional. Comerciantes relatam prejuízos financeiros severos, fechamento de estabelecimentos e migração para outras áreas da cidade consideradas menos violentas.

 

Uma loja de autopeças e outra de estofados teriam encerrado as atividades recentemente após não conseguirem arcar com os valores exigidos.

 

“Era praticamente outro aluguel”, disse um empresário.

 

A situação afeta diretamente empregos, circulação de renda e o desenvolvimento local. Quando um pequeno comércio fecha, não é apenas uma empresa que desaparece. São famílias afetadas, funcionários desempregados e comunidades inteiras perdendo oportunidades.

 

O medo que silencia Salvador

 

A Avenida Vasco da Gama é uma das principais ligações urbanas da cidade, conectando bairros populosos e movimentando centenas de negócios diariamente. Mercados, farmácias, bares, oficinas, clínicas e restaurantes fazem parte da rotina econômica da região.

 

Mas, por trás da correria do trânsito e das vitrines abertas, comerciantes relatam viver uma rotina silenciosa de tensão psicológica.

 

Muitos evitam denunciar oficialmente por medo de represálias.

 

E é justamente esse silêncio forçado que preocupa moradores e ativistas sociais.

 

Quando o trabalhador perde a liberdade de trabalhar em paz, toda a sociedade adoece junto.

 

Polícia Civil afirma que casos investigados foram elucidados

 

Em nota, a Polícia Civil informou que a 7ª Delegacia Territorial do Rio Vermelho não possui registros atuais dos crimes mencionados e declarou que casos anteriores relacionados a extorsões foram investigados, com suspeitos identificados e presos.

 

A corporação afirmou ainda que as investigações realizadas não apontaram atuação de liderança criminosa sobre o grupo detido.

 

Mesmo assim, moradores e comerciantes afirmam continuar convivendo com medo e insegurança diariamente.

 

Segurança pública virou grito de socorro da população

 

A crise da violência urbana deixou de ser apenas estatística. Ela agora entra dentro das lojas, destrói sonhos, fecha portas e tira o sono de quem acorda cedo para trabalhar honestamente.

 

O povo baiano pergunta: até quando trabalhadores terão que escolher entre sustentar a família ou viver ameaçados?

 

A segurança pública não pode ser apenas discurso. Precisa chegar às ruas, aos bairros e principalmente à vida de quem produz, trabalha e movimenta a economia da cidade.

 

Porque quando o medo domina as ruas, a liberdade perde espaço.

 

⚠️ “Quem se cala diante do risco, assume a responsabilidade pelo dano.”

 

📢 Comente, compartilhe e participe dessa discussão. Você acha que isso está certo? O silêncio também mata.

 

Foto: GPABA



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