🚨 MEDO - CADÊ A SEGURANÇA PÚBLICA, GOVERNADOR?
- Nilson Carvalho

- há 1 hora
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“Pedágio do medo”: comerciantes denunciam cobrança do tráfico em plena Salvador e vivem rotina de terror na Avenida Vasco da Gama
Empresários relatam ameaças, fechamento de lojas e medo constante de morrer ou perder tudo. Enquanto isso, trabalhadores dizem que estão sendo expulsos do próprio sustento pelo avanço da criminalidade.
Por | Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo
Salvador amanhece todos os dias com trabalhadores abrindo as portas dos seus comércios na esperança de garantir o pão de cada dia. Mas, na Avenida Vasco da Gama, uma das regiões mais movimentadas da capital baiana, muitos empresários afirmam que hoje existe uma nova “conta obrigatória” para manter o negócio funcionando: o chamado “pedágio do tráfico”.
Segundo denúncias feitas por comerciantes da região, integrantes ligados ao Comando Vermelho (CV) estariam cobrando taxas semanais entre R$ 100 e R$ 400 para permitir o funcionamento de estabelecimentos comerciais. O valor varia de acordo com a quantidade de portas da loja. Quem não paga, segundo os relatos, vive sob ameaça constante.
A denúncia revela um cenário alarmante: trabalhadores honestos, que lutam diariamente para sobreviver à crise econômica, afirmam estar sendo sufocados pelo medo, pela insegurança e pela sensação de abandono.
Comércio acuado: “Ou paga, ou fecha”
Os relatos são fortes e carregados de tensão. Comerciantes afirmam que a cobrança ocorre há mais de dois anos e que o dinheiro é recolhido em espécie para evitar rastreamento policial.
“Tem comerciante que deixa só uma porta aberta porque não consegue pagar o valor das outras”, contou uma fonte sob anonimato.
Segundo os denunciantes, o processo segue quase sempre o mesmo roteiro: primeiro chegam recados enviados por jovens; depois vêm ligações avisando sobre a cobrança; por fim, homens aparecem pessoalmente para recolher o dinheiro.
“Todo mundo aqui trabalha com medo. Ninguém sabe se volta vivo para casa”, relatou um comerciante da região.
A sensação entre moradores e empresários é de que o trabalhador virou refém dentro do próprio bairro.
Pequenos empresários fecham as portas e deixam a região
O impacto não seria apenas emocional. Comerciantes relatam prejuízos financeiros severos, fechamento de estabelecimentos e migração para outras áreas da cidade consideradas menos violentas.
Uma loja de autopeças e outra de estofados teriam encerrado as atividades recentemente após não conseguirem arcar com os valores exigidos.
“Era praticamente outro aluguel”, disse um empresário.
A situação afeta diretamente empregos, circulação de renda e o desenvolvimento local. Quando um pequeno comércio fecha, não é apenas uma empresa que desaparece. São famílias afetadas, funcionários desempregados e comunidades inteiras perdendo oportunidades.
O medo que silencia Salvador
A Avenida Vasco da Gama é uma das principais ligações urbanas da cidade, conectando bairros populosos e movimentando centenas de negócios diariamente. Mercados, farmácias, bares, oficinas, clínicas e restaurantes fazem parte da rotina econômica da região.
Mas, por trás da correria do trânsito e das vitrines abertas, comerciantes relatam viver uma rotina silenciosa de tensão psicológica.
Muitos evitam denunciar oficialmente por medo de represálias.
E é justamente esse silêncio forçado que preocupa moradores e ativistas sociais.
Quando o trabalhador perde a liberdade de trabalhar em paz, toda a sociedade adoece junto.
Polícia Civil afirma que casos investigados foram elucidados
Em nota, a Polícia Civil informou que a 7ª Delegacia Territorial do Rio Vermelho não possui registros atuais dos crimes mencionados e declarou que casos anteriores relacionados a extorsões foram investigados, com suspeitos identificados e presos.
A corporação afirmou ainda que as investigações realizadas não apontaram atuação de liderança criminosa sobre o grupo detido.
Mesmo assim, moradores e comerciantes afirmam continuar convivendo com medo e insegurança diariamente.
Segurança pública virou grito de socorro da população
A crise da violência urbana deixou de ser apenas estatística. Ela agora entra dentro das lojas, destrói sonhos, fecha portas e tira o sono de quem acorda cedo para trabalhar honestamente.
O povo baiano pergunta: até quando trabalhadores terão que escolher entre sustentar a família ou viver ameaçados?
A segurança pública não pode ser apenas discurso. Precisa chegar às ruas, aos bairros e principalmente à vida de quem produz, trabalha e movimenta a economia da cidade.
Porque quando o medo domina as ruas, a liberdade perde espaço.
⚠️ “Quem se cala diante do risco, assume a responsabilidade pelo dano.”
📢 Comente, compartilhe e participe dessa discussão. Você acha que isso está certo? O silêncio também mata.
Foto: GPABA





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