MARIA FELIPA: MITO, HEROÍNA E A DISPUTA PELA VERDADEIRA HISTÓRIA DA INDEPENDÊNCIA DA BAHIA
- Nilson Carvalho

- há 1 dia
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Quem foi realmente Maria Felipa? Uma personagem transformada em símbolo pela memória popular ou uma mulher cuja trajetória de resistência foi apagada, silenciada ou pouco registrada pela história oficial?
Essa pergunta estará no centro do debate “Maria Felipa: mito ou heroína? As disputas historiográficas sobre a Independência da Bahia”, promovido pela Biblioteca Virtual Consuelo Pondé.
Por muito tempo, a narrativa oficial da história brasileira deixou em segundo plano a participação de mulheres, pessoas negras e personagens populares nos processos de luta e transformação social. Nesse cenário, Maria Felipa tornou-se uma das figuras mais emblemáticas da memória da Independência da Bahia — e também uma personagem cercada por debates sobre documentos, relatos históricos e tradição oral.
Afinal, onde termina a memória popular e começa a construção do mito? E, ao mesmo tempo, até que ponto a ausência ou escassez de registros históricos pode ter contribuído para apagar personagens importantes da luta pela Independência?

O encontro acontece no dia 27 de agosto, às 10h, no Auditório Kátia Mattoso, no 3º andar da Biblioteca Central do Estado da Bahia.
Participam do debate o Prof. Dr. Milton Moura (UFBA) e a Profa. Ma. Ananda Sandes, com mediação de Daniele Amaral Silva (UFBA) e Kalila Alcântara de Andrade (UNEB).
Mais do que discutir datas e documentos, o encontro propõe uma reflexão sobre como a história é construída, registrada e transmitida às novas gerações.
A Independência da Bahia foi marcada pela participação de diferentes grupos sociais. Recuperar essas vozes significa também questionar quais personagens receberam destaque nos registros oficiais e quais permaneceram principalmente na memória coletiva.
Nesse contexto, Maria Felipa ultrapassa a discussão sobre ser apenas “mito” ou “heroína”. Sua presença na memória baiana revela uma questão ainda maior: quem tem o direito de contar a história e quais histórias precisam continuar sendo lembradas?
O debate promete colocar frente a frente diferentes perspectivas sobre uma das personagens mais simbólicas da memória da Independência da Bahia.
Porque conhecer a história também significa questionar o que foi contado — e aquilo que, durante muito tempo, deixou de ser contado.
Foto: Casemiro




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