🚨 JUSTIÇA SOCIAL OU PRESSÃO POPULAR? CUIABÁ APROVA ISENÇÃO DE IPTU PARA QUEM MORA NA LAMA — E ESSA LEI PRECISA VIRAR REGRA NO BRASIL!
- Nilson Carvalho

- 21 de fev.
- 2 min de leitura

Papo de Artista Bahia – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo
Por: Nilson Carvalho
Quando o povo paga imposto e continua pisando na lama, alguma coisa está errada.
A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou por unanimidade a isenção de IPTU para moradores de casas localizadas em ruas sem qualquer tipo de pavimentação. Mais de 19 mil imóveis devem ser beneficiados. E o melhor: a isenção será automática.
A medida agora segue para sanção do prefeito Abilio Brunini.
Mas vamos falar de forma clara, como o povo entende:
Se você mora em rua de terra, convive com poeira no verão e lama no inverno, não tem o mesmo acesso a infraestrutura que quem vive em bairro asfaltado. Então por que pagar o mesmo imposto?
Essa decisão reconhece uma verdade que muitos gestores fingem não ver: imposto precisa vir acompanhado de serviço.
O QUE MUDA NA PRÁTICA?
✔️ Casas exclusivamente residenciais
✔️ Até 600m² de área
✔️ Localizadas em vias sem asfalto, paralelepípedo ou bloquete
✔️ Isenção automática
Segundo a prefeitura, cerca de R$ 120 milhões foram assegurados para ampliar a malha asfáltica este ano. Ou seja: além da isenção, há promessa de investimento em infraestrutura.
MAS VAMOS REFLETIR…
Essa lei traz um benefício direto ao bolso do trabalhador. Alivia quem já sofre com a falta de estrutura básica. É um passo em direção à justiça fiscal.
Porém, também levanta um alerta:
Será que a isenção vira solução definitiva ou é apenas um paliativo até que o asfalto chegue?
O município vai compensar essa arrecadação com mais eficiência ou vai repassar a conta para outro setor da população?
A grande verdade é que essa medida expõe uma desigualdade histórica: bairros esquecidos pagavam como se fossem bairros estruturados.
E aqui vai o ponto central:
Essa lei precisava ser aplicada em todo o Brasil.
Quantas cidades ainda cobram IPTU cheio de quem vive em rua de barro?
Quantas famílias seguem pagando caro por um serviço que nunca chegou?
Quando o poder público reconhece a injustiça, isso fortalece a cidadania. Mas quando ignora, alimenta a revolta silenciosa.
O povo não quer privilégio. Quer coerência.
E você, o que acha?
Essa decisão é justiça social ou obrigação tardia do Estado?
💬 Comente, compartilhe e levante essa discussão. Você acha que isso está certo? O silêncio também mata.
Papo de Artista Bahia – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo.
Foto: Internet




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