Inovação - Adeus, rack na sala: menos móveis, mais dignidade — a tendência que libera espaço, luz e até o bolso do povo
- Nilson Carvalho

- há 7 horas
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Durante décadas, o rack foi quase uma obrigação na sala de estar brasileira. Era grande, pesado, cheio de gavetas… e de poeira. Mas o tempo mudou — e a casa do povo também precisa mudar. A nova tendência de design para 2026 anuncia algo simples, acessível e libertador: o fim do rack na sala.
Pode parecer apenas estética, mas essa mudança vai muito além da decoração. Sob o olhar de um ativista social, ela dialoga diretamente com qualidade de vida, economia doméstica e bem-estar, especialmente para quem vive em apartamentos pequenos ou casas populares.
Arquitetos e especialistas em interiores explicam: hoje, com televisores cada vez mais finos, conexões sem fio e equipamentos compactos, o rack perdeu sua função prática. O que antes escondia fios e aparelhos virou um obstáculo físico e visual, ocupando espaço precioso, bloqueando a luz natural e dificultando até a limpeza do ambiente.
A nova proposta é clara e funcional: TV fixada diretamente na parede, com prateleiras suspensas leves ou móveis baixos e discretos — ou, em muitos casos, sem nada abaixo da televisão. O resultado é imediato: mais circulação, sensação de amplitude, menos acúmulo de pó e uma casa visualmente mais leve.
E o benefício para o povo é real. Essa mudança não exige obra, não pede grandes investimentos e ainda reduz gastos. Menos móveis significa menos dinheiro gasto, menos manutenção e menos tempo limpando. Para muitas famílias, isso representa economia e saúde — inclusive respiratória, já que o pó acumulado em móveis volumosos é um inimigo silencioso.
Outro ponto importante é a organização consciente. O rack, ao longo do tempo, virou depósito de coisas sem uso: controles quebrados, papéis velhos, objetos esquecidos. Ao eliminá-lo, somos forçados a repensar o consumo e focar no essencial. A sala volta a ser o que deveria ser: um espaço de convivência, descanso e afeto.
Além disso, paredes livres refletem melhor a luz natural, deixam o ambiente mais claro, reduzem sombras e ajudam até na economia de energia. É arquitetura simples, democrática e inteligente — algo que dialoga diretamente com a realidade da maioria da população.
Claro, toda tendência precisa ser adaptada à realidade de cada casa. Nem todo mundo pode ou quer seguir esse caminho. Mas o debate é válido porque revela algo maior: a casa precisa servir às pessoas, e não o contrário.
Num país onde muitos lutam por moradia digna, pensar espaços mais funcionais, baratos e saudáveis não é luxo — é necessidade.
🗣️ Fica a pergunta:
se dá para viver melhor com menos, por que insistir no excesso?
Comente, compartilhe e repense seus espaços. O silêncio também mata.
✍🏽 Por: Nilson Carvalho
Foto: Internet







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