HERÓIS QUE O MAR NÃO ENGOLE: A IMPORTÂNCIA DOS SALVA-VIDAS NAS PRAIAS
- Nilson Carvalho
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Por: Nilson Carvalho
Enquanto muitos enxergam apenas o azul do mar e o brilho do sol, existem olhos atentos que vigiam cada movimento das ondas — olhos que salvam vidas em silêncio. Os salva-vidas não estão ali apenas para agir quando alguém se afoga. Eles estão ali para prevenir tragédias, acolher vulnerabilidades e proteger o que temos de mais precioso: a vida.
Na tarde de hoje, por volta das 12h53, na praia de Praia de Jauá, no posto conhecido como “Posto do Japonês”, em Camaçari, um garoto com transtornos mentais foi visto agitado, desorientado e falando assuntos fora da realidade. Em meio ao vai e vem da maré e à distração da multidão, poderia ter sido apenas “mais um” ignorado.
Mas não foi.
Foi acolhido.
Os salva-vidas perceberam que não se tratava apenas de alguém à beira-mar, mas de uma vida à beira do perigo. Aproximaram-se, conversaram, protegeram. Antes que o mar se tornasse ameaça, a humanidade falou mais alto.
Ser salva-vidas é muito mais que enfrentar correntezas. É identificar o invisível. É perceber a dor que não grita. É agir quando muitos apenas observam. É entender que vulnerabilidade também é emergência.
Vivemos tempos em que a indiferença se espalha como areia ao vento. Mas atitudes como essa nos lembram que ainda existem guardiões do cuidado. Que ainda existem profissionais preparados não só para salvar corpos, mas para preservar dignidades.
O silêncio diante do risco também mata. A omissão também afoga.
Que esse episódio sirva de alerta e inspiração. Que possamos valorizar, respeitar e fortalecer o trabalho dos salva-vidas, verdadeiros anjos de farda à beira-mar.
Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.
“A gentileza não faz barulho, mas transforma o mundo de quem dá e de quem recebe.”
Foto: Salva vida Noel e companheiros



