“Guia Turístico ou Caçador de Turistas? Prisão em Morro de São Paulo Revela o Lado Sombrio do Paraíso Baiano”
- Nilson Carvalho

- 5 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Por: Nilson Carvalho
O que era para ser o cenário perfeito de férias — água cristalina, sol aberto, coqueiros balançando e a tranquilidade do arquipélago de Tinharé — acabou virando palco de uma verdade dura e indigesta: até o paraíso precisa ser protegido do crime.
Um homem de 37 anos, que atuava como guia turístico, foi preso nesta quinta-feira (4) no distrito da Gamboa, em Cairu, acusado de roubar câmeras, celulares e pertences pessoais de turistas.
Sim, você leu certo.
Aquele que deveria orientar, proteger e acolher os visitantes era justamente quem os colocava em risco.
A prisão aconteceu durante operações preventivas realizadas pela Delegacia Territorial, que reforçou o policiamento na ilha antes do famoso Festival de Morro de São Paulo — evento que atrai milhares de visitantes e movimenta a economia local.
E não foi captura ao acaso.
O suspeito já era foragido da Justiça, com mandado de prisão preventiva em aberto. As investigações apontam que ele usava a credibilidade do “guia turístico” para se aproximar das vítimas e praticar os roubos.
Após ser localizado, ele foi levado para Valença, onde permanece custodiado à disposição da Justiça.
Mas o que isso significa para o povo e para o turismo da Bahia?
Significa, antes de tudo, que precisamos discutir segurança de verdade.
Não basta vender o cartão-postal — é preciso garantir que ele seja seguro para quem vive e para quem visita.
O turismo é renda.
É emprego.
É comida na mesa de muita gente.
E quando um criminoso usa a estrutura turística para cometer golpes, ele não prejudica só a vítima:
ele prejudica a comunidade inteira que depende do turismo para sobreviver.
Por isso, a ação da polícia não foi apenas uma prisão.
Foi uma proteção ao direito de ir e vir, à dignidade dos visitantes e ao sustento das famílias locais.
Esse tipo de operação impede que o crime avance, fortalece a imagem do destino e dá segurança para quem escolhe a Bahia como destino — e para quem vive dela.
Um recado necessário
O caso revela o quanto é urgente fiscalizar quem atua como “guia” no estado.
Profissionais sérios existem aos montes — são eles que fazem o turismo da Bahia ser referência mundial.
Mas criminosos disfarçados não podem encontrar espaço para agir.
Segurança não é luxo.
É necessidade básica.
É ferramenta de justiça social.
“Proteger o turista é proteger o povo — compartilhe essa verdade para que o paraíso continue sendo para todos.”
Foto: Internet







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