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“Guia Turístico ou Caçador de Turistas? Prisão em Morro de São Paulo Revela o Lado Sombrio do Paraíso Baiano”


Por: Nilson Carvalho

 

O que era para ser o cenário perfeito de férias — água cristalina, sol aberto, coqueiros balançando e a tranquilidade do arquipélago de Tinharé — acabou virando palco de uma verdade dura e indigesta: até o paraíso precisa ser protegido do crime.

 

Um homem de 37 anos, que atuava como guia turístico, foi preso nesta quinta-feira (4) no distrito da Gamboa, em Cairu, acusado de roubar câmeras, celulares e pertences pessoais de turistas.

Sim, você leu certo.


Aquele que deveria orientar, proteger e acolher os visitantes era justamente quem os colocava em risco.

 

A prisão aconteceu durante operações preventivas realizadas pela Delegacia Territorial, que reforçou o policiamento na ilha antes do famoso Festival de Morro de São Paulo — evento que atrai milhares de visitantes e movimenta a economia local.

 

E não foi captura ao acaso.


O suspeito já era foragido da Justiça, com mandado de prisão preventiva em aberto. As investigações apontam que ele usava a credibilidade do “guia turístico” para se aproximar das vítimas e praticar os roubos.

 

Após ser localizado, ele foi levado para Valença, onde permanece custodiado à disposição da Justiça.

 

Mas o que isso significa para o povo e para o turismo da Bahia?

 

Significa, antes de tudo, que precisamos discutir segurança de verdade.

Não basta vender o cartão-postal — é preciso garantir que ele seja seguro para quem vive e para quem visita.

O turismo é renda.

É emprego.


É comida na mesa de muita gente.


E quando um criminoso usa a estrutura turística para cometer golpes, ele não prejudica só a vítima:

ele prejudica a comunidade inteira que depende do turismo para sobreviver.

 

Por isso, a ação da polícia não foi apenas uma prisão.

Foi uma proteção ao direito de ir e vir, à dignidade dos visitantes e ao sustento das famílias locais.


Esse tipo de operação impede que o crime avance, fortalece a imagem do destino e dá segurança para quem escolhe a Bahia como destino — e para quem vive dela.

 

Um recado necessário

 

O caso revela o quanto é urgente fiscalizar quem atua como “guia” no estado.

Profissionais sérios existem aos montes — são eles que fazem o turismo da Bahia ser referência mundial.


Mas criminosos disfarçados não podem encontrar espaço para agir.

 

Segurança não é luxo.

É necessidade básica.

É ferramenta de justiça social.

 

“Proteger o turista é proteger o povo — compartilhe essa verdade para que o paraíso continue sendo para todos.”

 

Foto: Internet


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