FEMINICÍDIO: QUANDO O MACHISMO MATA E A SOCIEDADE FINGEM NÃO VER
- Nilson Carvalho

- há 10 horas
- 2 min de leitura

Por: Nilson Carvalho – Jornalista
Por Papo de Artista Bahia – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo
Não é crime passional.
Não é “briga de casal”.
Não é “ele perdeu a cabeça”.
É feminicídio.
É o assassinato de mulheres pelo simples fato de serem mulheres. É o ódio travestido de posse. É o controle disfarçado de amor. É o machismo estrutural transformado em sentença de morte.
O CICLO DA VIOLÊNCIA COMEÇA MUITO ANTES DO CRIME
Como psicólogos analisam, o feminicídio raramente acontece do nada. Ele é o último estágio de um ciclo perverso:
controle → humilhação → isolamento → ameaça → agressão → morte.
Antes da tragédia, houve sinais.
Mensagens apagadas.
Ciúmes excessivo.
Proibição de amizades.
Violência psicológica.
Medo constante.
Mas muitas mulheres permanecem porque têm medo, dependem financeiramente, acreditam na promessa de mudança ou simplesmente não têm rede de apoio.
E o agressor?
Na maioria das vezes apresenta traços de possessividade extrema, sentimento de propriedade sobre a mulher, incapacidade de lidar com rejeição e frustração. Quando perde o controle da relação, tenta reafirmar poder pela violência.
NÃO É SURTO. É CULTURA DE DOMINAÇÃO
O feminicídio não é apenas um problema individual. É cultural.
Desde cedo, muitos homens são ensinados que precisam dominar. Que mulher “tem dono”. Que ciúme é prova de amor. Que término é afronta.
Essa construção social adoece relações e transforma rejeição em gatilho de violência extrema.
A FALHA DO SISTEMA
Quantas mulheres denunciaram antes de morrer?
Quantas medidas protetivas não foram fiscalizadas?
Quantos pedidos de ajuda foram ignorados?
O feminicídio é também um fracasso das políticas públicas, da proteção eficaz e da rede de acolhimento.
Não basta indignação nas redes.
É preciso ação concreta.
PREVENÇÃO SALVA VIDAS
Psicólogos defendem:
Educação emocional nas escolas.
Combate ao machismo estrutural.
Atendimento psicológico acessível para vítimas e agressores.
Fortalecimento das Delegacias da Mulher.
Aplicação rigorosa da lei.
Porque cada mulher morta carrega uma história interrompida.
Filhos órfãos.
Famílias destruídas.
Sonhos enterrados.
E não podemos normalizar isso.
O feminicídio não começa com a faca.
Começa com o controle.
Começa com a humilhação.
Começa com o silêncio.
E o silêncio também mata.
Papo de Artista Bahia – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo.
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Porque a próxima vítima pode estar pedindo socorro agora.
Foto: GPABA




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