top of page

🚨 FEBRE NAS REDES OU GRITO POR SOCORRO? O QUE ESTÁ POR TRÁS DO FENÔMENO “THERIAN” ENTRE ADOLESCENTES

Vídeos viralizam. Máscaras, orelhas, movimentos imitando animais. Milhares de curtidas. Milhões de visualizações.

Mas por trás da estética que parece inofensiva, especialistas acendem um alerta: há sofrimento escondido onde muitos só enxergam tendência.

 

O fenômeno “therian”, que tomou conta do TikTok e de outras plataformas, tem gerado polêmica entre adolescentes e preocupação entre pais. Para alguns, é apenas uma fase, uma forma de expressão juvenil. Para outros, pode ser um sintoma de algo mais profundo: solidão, falta de pertencimento e ausência de acolhimento emocional.

 

O psicanalista e psiquiatra infantojuvenil Francisco Guerrini chama atenção para um ponto essencial: antes de julgar o figurino, é preciso entender o contexto.

 

Na adolescência, a identidade ainda está sendo construída. É um período de conflito interno, comparação constante e necessidade urgente de aceitação. Assim como no passado existiram tribos urbanas, hoje surgem novas formas de diferenciação. O problema não está na fantasia em si — mas no que pode estar motivando essa escolha.

 

👉 A pergunta central, segundo o especialista, é simples e poderosa: há sofrimento por trás disso?

 

Quando o jovem não encontra referência sólida dentro de casa, tende a buscar identificação fora — nas redes, nos amigos, em personagens virtuais. E é aí que mora o perigo silencioso.

 

Guerrini alerta que alguns comportamentos ultrapassam a dimensão lúdica. Quando há agressividade, como morder colegas ou perder a noção do limite entre brincadeira e realidade, já não estamos falando apenas de “fase”. Estamos falando de possível sofrimento psíquico.

 

E onde entram as redes sociais nisso tudo?

 

O especialista é direto: o uso excessivo das plataformas tem impacto real no cérebro. A superexposição às telas reduz o pensamento crítico, afeta a concentração e altera o funcionamento da região frontal do cérebro, responsável pelo controle de impulsos e decisões.

 

Traduzindo para quem não é da área:

📱 Tela demais pode significar menos reflexão.

📱 Menos reflexão pode significar mais vulnerabilidade.

📱 Mais vulnerabilidade pode significar jovens perdidos em busca de identidade.

 

Mas atenção: demonizar o adolescente não resolve. Proibir sem diálogo não resolve. Ridicularizar não resolve.

 

O que resolve é presença. É escuta. É limite com afeto. É família ocupando seu lugar de referência.

 

Porque, no fundo, talvez não seja sobre querer ser um animal.

Talvez seja sobre não estar conseguindo ser ouvido como humano.

 

A pergunta que fica é: estamos atentos ao que nossos filhos consomem — e ao que eles estão tentando nos dizer?

 

📢 Papo de Artista Bahia – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo.

Por: Nilson Carvalho.

 

💬 Comente, compartilhe e levante essa discussão.

Você acha que isso está certo?

O silêncio também mata.


Foto: Internet


Comentários


  • Youtube
  • Instagram
  • Facebook

©2025 Papo de Artista Bahia - Todos os direitos autorais reservados.​

(71) 98682-7199
bottom of page