🎓 ESTUDANTES DE MEDICINA DA ZARNS SALVADOR CONQUISTAM CINCO PRÊMIOS NACIONAIS E GANHAM DESTAQUE NA EDUCAÇÃO MÉDICA

Faculdade apresenta 19 trabalhos no Congresso Brasileiro de Educação Médica, em Porto Alegre, e tem pesquisas reconhecidas por abordar inovação no ensino, saúde LGBTQIAPN+, cuidados paliativos e os desafios da formação dos futuros profissionais de saúde.
A educação transforma vidas, amplia horizontes e prepara profissionais para enfrentar os desafios de uma sociedade em constante mudança. E quando a pesquisa acadêmica caminha ao lado da formação médica, os benefícios podem ultrapassar os muros das universidades e chegar diretamente à população.
Estudantes e professores da Faculdade de Medicina Zarns Salvador conquistaram cinco premiações nacionais durante o Congresso Brasileiro de Educação Médica (COBEM), realizado no final de setembro, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Ao todo, a instituição apresentou 19 trabalhos científicos no encontro, consolidando a participação de seus estudantes e docentes em um dos espaços de discussão sobre os caminhos da educação médica no Brasil.
Pesquisa acadêmica que pode transformar a saúde pública
O COBEM reuniu estudantes, professores, coordenadores e pesquisadores para discutir o futuro da formação médica, com destaque para as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs).
Entre os assuntos apresentados pela Zarns Salvador estão estratégias inovadoras de ensino, como Design Thinking e escape rooms, além da educação interprofissional, dos cuidados paliativos, das mudanças climáticas e da saúde LGBTQIAPN+.
Os temas mostram que formar um médico vai muito além de ensinar diagnósticos e tratamentos. É também preparar profissionais capazes de compreender as diferenças sociais, respeitar a diversidade, trabalhar em equipe e oferecer atendimento humanizado.
Para Kátia Avena, supervisora de pesquisa da Faculdade de Medicina Zarns Salvador, o congresso representa uma oportunidade de compartilhar experiências e construir caminhos para melhorar a formação dos futuros médicos.
Kátia também orientou quatro dos cinco trabalhos premiados.
O estudante como protagonista da transformação
A participação em pesquisas científicas durante a graduação permite que os estudantes desenvolvam pensamento crítico, aprendam a avaliar evidências e compreendam que a medicina exige atualização permanente.
Essa é uma das avaliações de Kátia Avena, que destaca a importância de aproximar os futuros médicos de problemas reais e de perguntas que nem sempre possuem respostas prontas.
Um exemplo dessa trajetória é Gabriela Correia Caracas, estudante do 6º semestre, que participou pela primeira vez do COBEM em 2025 e retornou em 2026 com um trabalho premiado.
A pesquisa, intitulada “(Des)contextualização da saúde LGBT+ na formação médica brasileira: análise documental dos projetos pedagógicos de curso”, discute como a temática da saúde da população LGBT+ aparece na formação dos futuros médicos.
Gabriela comemorou o reconhecimento e destacou a importância da pesquisa para ampliar conhecimentos e desenvolver o pensamento crítico.
Conheça os cinco trabalhos premiados
Os estudos reconhecidos no congresso foram:
1. (Des)contextualização da saúde LGBT+ na formação médica brasileira: análise documental dos projetos pedagógicos de curso.
2. Escape room no ensino de fisiologia médica: desempenho discente após diferentes formas de aplicação.
3. Educação interprofissional na formação médica: comparação entre Geração Z e Millennials.
4. Da graduação à residência: fatores relacionados à escolha da especialidade médica.
5. Adoção do teste de progresso individual ou similares: levantamento sobre instituições federais de ensino superior brasileiras.
Os trabalhos envolveram estudantes e professores da instituição, com orientação de pesquisadores ligados à formação médica.
O que essa conquista representa para a população?
O reconhecimento acadêmico é importante, mas seu maior valor está no potencial de transformar o conhecimento em benefícios concretos para a sociedade.
Pesquisas sobre diversidade podem contribuir para uma formação mais preparada para acolher diferentes públicos. Estudos sobre metodologias de ensino podem ajudar a melhorar a preparação dos profissionais. Já as discussões sobre cuidados paliativos e mudanças climáticas ampliam a compreensão dos desafios que também afetam a saúde coletiva.
Por outro lado, é importante lembrar que premiações acadêmicas, por si só, não garantem melhorias imediatas no atendimento médico. O desafio está em transformar pesquisas, conhecimento e inovação em práticas que alcancem os serviços de saúde e beneficiem a população.
Educação de qualidade também é compromisso social
A conquista dos estudantes da Zarns Salvador chama atenção para uma questão fundamental: o futuro da medicina depende não apenas de profissionais tecnicamente preparados, mas também de pessoas capazes de compreender a realidade humana, respeitar as diferenças e colocar a vida em primeiro lugar.
Valorizar a pesquisa científica é investir em conhecimento, responsabilidade e novas possibilidades para a saúde brasileira.
Porque uma medicina verdadeiramente comprometida com a vida começa muito antes do consultório: começa na formação de profissionais preparados para cuidar de pessoas, e não apenas de doenças.
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