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Ela Rompeu o Silêncio e Fez História: A Primeira Mulher Coronel da PM da Bahia

Depois de mais de 200 anos de tradição masculina, um marco histórico ecoa nos corredores da segurança pública baiana. A coronel Ivana Teixeira Andrade, aos 56 anos, entra para a história como a primeira mulher a alcançar o mais alto posto da Polícia Militar da Bahia. Uma conquista que não é apenas pessoal — é coletiva, simbólica e profundamente transformadora.

 

O Grupo Papo de Artista Bahia & TVbahia3 parabeniza a coronel Ivana por uma trajetória que inspira, fortalece e abre caminhos para milhares de mulheres que, por décadas, ouviram que certos espaços “não eram para elas”.

 

Formada em Odontologia pela UFBA, Ivana construiu sua carreira dentro do Quadro de Oficiais de Saúde (QOS) da PM, provando que cuidar também é um ato de comando. Longe dos holofotes das ruas e das operações ostensivas, ela atuou onde poucos enxergam poder: na gestão, na disciplina e na saúde da tropa. Foram 32 anos de serviço, passando do atendimento clínico à liderança da Odontoclínica da PM, sempre com competência, ética e firmeza.

 

Para chegar ao topo, concluiu o Curso de Comando e Estado Maior (CCEM), etapa obrigatória para quem assume funções estratégicas na corporação. Ao longo da caminhada, recebeu condecorações como a Medalha Marechal Argolo, a Medalha Três Marias e honrarias por 10, 20 e 30 anos de serviços prestados — reconhecimentos que não se ganham por acaso, mas por constância.

 

Em um ambiente historicamente masculino, Ivana não apenas resistiu: permaneceu, cresceu e venceu. Em sua fala, deixou claro que o maior desafio das mulheres na carreira militar vai além da farda. É conciliar trabalho, maternidade, família e cobranças sociais — um peso que muitas carregam em silêncio.

 

Sua promoção acontece em um momento simbólico. A partir de 2025, mulheres poderão disputar vagas operacionais da PM em igualdade de condições com os homens, após adequação às decisões do STF. Na mesma lista de promoções, outras 11 mulheres alcançaram o posto de tenente-coronel, ampliando a presença feminina no comando da corporação.

 

Essa conquista beneficia o povo porque instituições mais diversas são também mais humanas, mais sensíveis e mais próximas da realidade social. Representatividade não é favor — é justiça. Quando mulheres ocupam espaços de decisão, políticas públicas ganham novos olhares e a sociedade avança.

 

A coronel Ivana não rompeu apenas uma patente.

Ela rompeu um tabu, uma barreira histórica e um silêncio que durou séculos.

 

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Quando uma mulher chega ao topo, ela puxa outras consigo — e o silêncio nunca mais pode ser regra.

 

✍️ Por: Nilson Carvalho


Jornal Papo de Artista Bahia


Foto: Internet


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