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🚨 ELA PEDIU SOCORRO, DENUNCIOU, TINHA MEDIDA PROTETIVA… E FOI MORTA DENTRO DO TRABALHO! ATÉ QUANDO O BRASIL VAI IGNORAR OS SINAIS?

Por Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo

Por: Nilson Carvalho

 

Mais uma jovem cheia de sonhos teve a vida arrancada de forma cruel. Mais uma mulher que gritou por ajuda, registrou boletins de ocorrência, conseguiu medida protetiva… e mesmo assim foi assassinada.

 

A vítima foi Cibelle Monteiro Alves, de apenas 22 anos. O crime aconteceu dentro da loja da Vivara, no Shopping Golden Square, em São Bernardo do Campo (SP). O acusado é Cássio Henrique da Silva Zampieri, ex-companheiro da jovem.

 

Mas essa história não começa com a faca.

Começa com ameaças.

Com humilhações.

Com perseguição.

Com violência psicológica.

 

E começa, principalmente, com o silêncio de uma sociedade que ainda insiste em fechar os olhos.

 

UM CRIME ANUNCIADO

 

Durante três anos, Cibelle viveu sob terror.

Foram ameaças constantes, mensagens agressivas, perseguições na porta de casa — mesmo com medida protetiva em vigor.

 

Ele chegou ao ponto de enviar fotos íntimas da jovem em um grupo de WhatsApp da joalheria onde ela trabalhava. Usou até transferência via PIX para deixar mensagens de intimidação no campo de descrição.

 

Isso não é “ciúme”.

Não é “dor de amor”.

Isso é violência. É crime. É controle. É obsessão.

 

Ela registrou três boletins de ocorrência desde 2023. Pediu ajuda. Denunciou. Disse claramente que não queria mais contato.

 

Mas o agressor não aceitava. E o sistema falhou.

 

MEDIDA PROTETIVA SALVA OU É SÓ PAPEL?

 

Essa é a pergunta que o povo precisa fazer.

 

De que adianta uma medida protetiva se o agressor continua rondando a casa da vítima?


Se a polícia demora?

Se a estrutura de monitoramento é insuficiente?

 

O crime foi classificado como feminicídio e está sendo investigado pela polícia. O agressor foi baleado na perna durante a intervenção policial e permanece internado sob escolta.

 

Mas e Cibelle?

Ela não terá segunda chance.

 

NÃO É “DOENTE MENTAL”. É CULTURA DE POSSE.

 

Existe um erro perigoso quando tentamos justificar crimes assim chamando o agressor apenas de “doente mental”.

 

Doença mental não é sinônimo de violência.

O que mata é a cultura da posse.

É o machismo estrutural.

É a ideia de que “se não for minha, não será de mais ninguém”.

 

Enquanto dentro de casas, escolas, igrejas e associações não houver debate sério sobre respeito, limites e saúde emocional, continuaremos enterrando mulheres.

 

O QUE ISSO MUDA NA SUA VIDA?

 

Talvez você pense: “Isso aconteceu em São Paulo, longe daqui.”

 

Não. Não está longe.

A violência contra a mulher está em todos os bairros, todas as cidades, inclusive aqui na Bahia.

 

Toda vez que uma ameaça é ignorada, que uma perseguição é minimizada, que uma humilhação é tratada como “exagero”, estamos alimentando o próximo crime.

 

Denunciar salva vidas.

O número 180 existe para isso.

Mas só funciona se houver ação rápida, fiscalização e cobrança da sociedade.

 

O SILÊNCIO TAMBÉM MATA

 

Quantas Cibelles ainda precisarão morrer para que o Brasil entenda que feminicídio não é estatística — é sangue real, é família destruída, é sonho interrompido?

 

Não podemos normalizar.

Não podemos relativizar.

Não podemos calar.

 

Se você conhece alguém que vive sob ameaça, incentive a denunciar.


Se você já passou por isso, não se cale.

Se você acha que isso não é problema seu, pense de novo.

 

Porque quando a violência vira rotina, ninguém está seguro.

 

📢 Denuncie: 180. Não espere ser a próxima vítima.

 

💬 Agora eu pergunto: Você acha que isso está certo? Até quando vamos fingir que não vemos?

 

O silêncio também mata.

Comente. Compartilhe. Levante essa discussão.

 

Foto: Internet


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