🌟 DO SONHO AO PALCO: FLIPELÔ 2026 VAI HOMENAGEAR QUEM LUTOU PARA TRANSFORMAR O PELOURINHO EM TEMPLO DA LITERATURA!
- Nilson Carvalho

- 28 de fev.
- 3 min de leitura

Por que essa homenagem pode fortalecer a cultura baiana — e por que o povo precisa ficar atento?
Por: Nilson Carvalho
Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo
A Festa Literária Internacional do Pelourinho (FLIPELÔ) acaba de anunciar que a grande homenageada da edição de 2026 será a poeta baiana Myriam Fraga — justamente a mulher que sonhou e idealizou o festival.
Não é apenas uma escolha simbólica.
É um acerto de contas com a história.
A 10ª edição do evento, marcada para acontecer entre 5 e 9 de agosto no Centro Histórico de Salvador, celebra uma década de resistência cultural — e 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, instituição que Myriam ajudou a consolidar com garra e visão.
📚 Quem foi Myriam Fraga — e por que isso importa para o povo?
Myriam não foi apenas poeta. Foi gestora cultural, jornalista, articuladora, defensora da memória baiana. Publicou 25 livros, teve obras traduzidas para vários idiomas e ocupou a cadeira 13 da Academia de Letras da Bahia.
Mas o mais importante: ela acreditou que o Pelourinho podia ser mais do que cartão-postal. Podia ser palco de pensamento, debate, arte e formação de consciência.
Foi depois de participar da Festa Literária Internacional de Paraty que ela voltou para Salvador com uma ideia ousada: criar uma grande festa literária no coração do Centro Histórico.
E conseguiu.
Mesmo sem ver a consolidação total do sonho, deixou o caminho pavimentado.
💰 Cultura não é luxo. É investimento social.
Quando um evento como a FLIPELÔ ocupa o Pelourinho, ele movimenta hotéis, restaurantes, guias turísticos, ambulantes, livrarias, artistas independentes. Gera renda. Gera emprego. Gera visibilidade.
Mas também gera algo que não se mede em dinheiro: autoestima.
Valorizar Myriam Fraga é valorizar a mulher nordestina que escreve, que pensa, que ocupa espaço. É fortalecer a identidade cultural da Bahia.
Por outro lado, fica a reflexão crítica:
Esses grandes eventos estão realmente alcançando as periferias?
A juventude das escolas públicas está sendo incluída de forma efetiva?
Ou a cultura ainda circula entre os mesmos grupos?
Celebrar é importante. Democratizar é essencial.
🎨 Arte que dialoga com memória
A identidade visual da edição 2026 será inspirada nas ilustrações de Calasans Neto, parceiro artístico de Myriam desde o livro Marinhas (1964). Uma união que o próprio Jorge Amado definiu como “visceral”.
A homenagem, portanto, não é apenas literária. É estética, histórica e afetiva.
🔥 O que está em jogo?
Quando a Bahia decide homenagear uma mulher que construiu pontes culturais, ela envia uma mensagem ao Brasil:
Aqui, memória importa.
Aqui, cultura é ferramenta de transformação.
Mas homenagear não basta.
É preciso garantir acesso, inclusão, formação de leitores e políticas culturais permanentes.
A FLIPELÔ se consolidou como uma das maiores festas literárias do país. Agora, o desafio é ampliar seu alcance social e garantir que o sonho de Myriam continue vivo nas escolas, nas bibliotecas comunitárias e nas comunidades que ainda lutam por acesso à arte.
Porque cultura sem povo vira vitrine.
Com povo, vira revolução.
📢 A homenagem é justa? Sim.
📢 Pode gerar benefícios econômicos e culturais? Sim.
📢 Precisa ser mais inclusiva? Essa é a discussão.
A Bahia ganha quando valoriza seus intelectuais. Mas ganha ainda mais quando transforma celebração em política pública contínua.
Agora queremos ouvir você:
Você acredita que grandes eventos culturais estão chegando a quem mais precisa?
Comente. Compartilhe. Levante essa discussão.
Você acha que isso está certo?
O silêncio também mata.
Foto: Internet




Comentários