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🌟 DO SONHO AO PALCO: FLIPELÔ 2026 VAI HOMENAGEAR QUEM LUTOU PARA TRANSFORMAR O PELOURINHO EM TEMPLO DA LITERATURA!

Por que essa homenagem pode fortalecer a cultura baiana — e por que o povo precisa ficar atento?

 

Por: Nilson Carvalho

Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo

 

A Festa Literária Internacional do Pelourinho (FLIPELÔ) acaba de anunciar que a grande homenageada da edição de 2026 será a poeta baiana Myriam Fraga — justamente a mulher que sonhou e idealizou o festival.

 

Não é apenas uma escolha simbólica.

É um acerto de contas com a história.

 

A 10ª edição do evento, marcada para acontecer entre 5 e 9 de agosto no Centro Histórico de Salvador, celebra uma década de resistência cultural — e 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, instituição que Myriam ajudou a consolidar com garra e visão.

 

📚 Quem foi Myriam Fraga — e por que isso importa para o povo?

 

Myriam não foi apenas poeta. Foi gestora cultural, jornalista, articuladora, defensora da memória baiana. Publicou 25 livros, teve obras traduzidas para vários idiomas e ocupou a cadeira 13 da Academia de Letras da Bahia.

 

Mas o mais importante: ela acreditou que o Pelourinho podia ser mais do que cartão-postal. Podia ser palco de pensamento, debate, arte e formação de consciência.

 

Foi depois de participar da Festa Literária Internacional de Paraty que ela voltou para Salvador com uma ideia ousada: criar uma grande festa literária no coração do Centro Histórico.

 

E conseguiu.

 

Mesmo sem ver a consolidação total do sonho, deixou o caminho pavimentado.

 

💰 Cultura não é luxo. É investimento social.

 

Quando um evento como a FLIPELÔ ocupa o Pelourinho, ele movimenta hotéis, restaurantes, guias turísticos, ambulantes, livrarias, artistas independentes. Gera renda. Gera emprego. Gera visibilidade.

 

Mas também gera algo que não se mede em dinheiro: autoestima.

 

Valorizar Myriam Fraga é valorizar a mulher nordestina que escreve, que pensa, que ocupa espaço. É fortalecer a identidade cultural da Bahia.

 

Por outro lado, fica a reflexão crítica:

Esses grandes eventos estão realmente alcançando as periferias?

A juventude das escolas públicas está sendo incluída de forma efetiva?

Ou a cultura ainda circula entre os mesmos grupos?

 

Celebrar é importante. Democratizar é essencial.

 

🎨 Arte que dialoga com memória

 

A identidade visual da edição 2026 será inspirada nas ilustrações de Calasans Neto, parceiro artístico de Myriam desde o livro Marinhas (1964). Uma união que o próprio Jorge Amado definiu como “visceral”.

 

A homenagem, portanto, não é apenas literária. É estética, histórica e afetiva.

 

🔥 O que está em jogo?

 

Quando a Bahia decide homenagear uma mulher que construiu pontes culturais, ela envia uma mensagem ao Brasil:

Aqui, memória importa.

Aqui, cultura é ferramenta de transformação.

 

Mas homenagear não basta.

É preciso garantir acesso, inclusão, formação de leitores e políticas culturais permanentes.

 

A FLIPELÔ se consolidou como uma das maiores festas literárias do país. Agora, o desafio é ampliar seu alcance social e garantir que o sonho de Myriam continue vivo nas escolas, nas bibliotecas comunitárias e nas comunidades que ainda lutam por acesso à arte.

 

Porque cultura sem povo vira vitrine.

Com povo, vira revolução.

 

📢 A homenagem é justa? Sim.

📢 Pode gerar benefícios econômicos e culturais? Sim.

📢 Precisa ser mais inclusiva? Essa é a discussão.

 

A Bahia ganha quando valoriza seus intelectuais. Mas ganha ainda mais quando transforma celebração em política pública contínua.

 

Agora queremos ouvir você:

 

Você acredita que grandes eventos culturais estão chegando a quem mais precisa?

 

Comente. Compartilhe. Levante essa discussão.

Você acha que isso está certo?

 

O silêncio também mata.

 

Foto: Internet


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