🍷 DA PESQUISA AO RÓTULO: CHAPADA DIAMANTINA ENTRA NO MAPA DO VINHO E PROVA QUE A BAHIA TAMBÉM SABE PRODUZIR EXCELÊNCIA!
- Nilson Carvalho

- 28 de fev.
- 2 min de leitura

O que começou como experimento científico virou negócio familiar e pode transformar a economia de Morro do Chapéu. Mas será que o poder público está acompanhando esse crescimento?
Por: Nilson Carvalho
Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo
Quem disse que vinho de qualidade só nasce na Europa ou no Sul do Brasil?
Na Chapada Diamantina, um sonho plantado com base na ciência está florescendo em forma de desenvolvimento regional.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) iniciou um estudo para testar a viabilidade do cultivo de uvas viníferas em Morro do Chapéu, município com clima semelhante ao de Bordeaux, na França.
O que era pesquisa virou realidade.
O que era aposta virou negócio.
Assim nasceu a Vinícola Santa Maria.
🌱 Ciência que gera emprego
Em 2009, as irmãs Laura Oliveira e Mayra Nunes cederam parte do sítio da família para o estudo. Dez anos depois, encantadas com os resultados, decidiram empreender. Em 2020, com investimento inicial de cerca de R$ 50 mil, fundaram oficialmente a vinícola.
Hoje produzem até 7 mil garrafas por ano, cultivando oito variedades de uvas como Malbec, Syrah, Merlot e Cabernet Sauvignon.
Mas o impacto vai além das taças.
Estamos falando de geração de renda, fortalecimento do turismo e valorização da produção local. A vinícola também aposta no enoturismo, com visitas guiadas e eventos ao ar livre — atraindo visitantes, movimentando restaurantes, pousadas e o comércio da região.
É desenvolvimento girando dentro da própria Bahia.
💰 Produto premium, economia local
Os vinhos custam a partir de R$ 70 e são vendidos na loja física, online e em diversos estabelecimentos da região. A marca ainda produz licores, sucos, chopes e geleias — com destaque para o licor de gengibre, receita da mãe das empreendedoras, que já tem fila de espera.
Esse é o retrato do empreendedorismo familiar aliado à inovação.
Mas aqui entra a reflexão crítica:
Quantos outros projetos como esse poderiam surgir se houvesse mais incentivo público, crédito facilitado e apoio técnico contínuo?
A ciência mostrou que é possível.
As empreendedoras provaram que dá certo.
Agora, o poder público está fazendo o suficiente para ampliar esse polo vitivinícola?
🍇 Um novo mapa econômico para a Bahia?
A consolidação de Morro do Chapéu como polo vitivinícola pode significar:
✔ Mais empregos diretos e indiretos
✔ Fortalecimento do turismo de experiência
✔ Valorização da agricultura familiar
✔ Diversificação da economia regional
Mas sem políticas estruturadas, o crescimento pode ficar limitado.
A Bahia tem potencial.
Tem clima.
Tem solo.
Tem gente trabalhadora.
O que precisa é visão estratégica para transformar iniciativas isoladas em política de desenvolvimento sustentável.
Porque quando ciência, coragem e tradição caminham juntas, quem ganha é o povo.
Agora queremos ouvir você:
Você acredita que iniciativas como essa recebem o apoio necessário das autoridades?
Ou ainda falta incentivo para transformar pequenos produtores em grandes oportunidades?
Comente. Compartilhe. Levante essa discussão.
Você acha que isso está certo?
O silêncio também mata.
Foto: Internet




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