🌊 DA MADEIRA QUE O MAR DEVOLVE À ARTE QUE DESPERTA CONSCIÊNCIA: A HISTÓRIA DE UM ARTESÃO QUE TRANSFORMA DESCARTE EM PROTEÇÃO E CULTURA
- Nilson Carvalho

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Por: Nilson Carvalho
Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo
No meio do vai e vem das marés, dos ventos fortes e das enxurradas que atravessam o litoral de Camaçari, na Bahia, muitas vezes a natureza devolve à areia aquilo que parecia perdido: pedaços de madeira, troncos de coqueiros derrubados pela força do tempo e restos que muitos enxergariam apenas como lixo.
Mas para Noel Brito, artesão e ogan do Terreiro Raízes do Tempo, morador de Arembepe, esses pedaços esquecidos carregam uma segunda chance.
E é dessa segunda chance que nasce a arte.
Percorrendo os 42 quilômetros da orla de Camaçari, Noel recolhe madeiras descartadas pela natureza — principalmente troncos de coqueiros arrancados pelos ventos fortes. O que poderia virar entulho se transforma, em suas mãos, em esculturas carregadas de história, espiritualidade e consciência ambiental.
Inspirado na tradição do povo Rapanui, da famosa Ilha de Páscoa, conhecidos mundialmente por seus gigantescos totens de pedra que simbolizam proteção e ancestralidade, Noel encontrou na arte uma forma de dialogar com culturas antigas e, ao mesmo tempo, falar com a realidade de hoje.
Cada peça que ele cria carrega mais do que beleza.
Carrega um alerta.
Carrega uma mensagem.
E carrega também um convite à reflexão.
Em tempos em que a natureza pede socorro, transformar o que seria descartado em arte é mais do que criatividade — é um ato de resistência cultural e ambiental.
As esculturas de Noel Brito já podem ser encontradas em diversos pontos do litoral norte da Bahia, além de feiras culturais, seminários, coletivos de arte e espaços dedicados à cultura popular.
Aos 39 anos, Noel divide sua missão entre o artesanato, a espiritualidade como ogan no Terreiro Raízes do Tempo e a vida comunitária em Arembepe. Seu trabalho também ganha espaço nas redes sociais e no seu canal no YouTube, onde compartilha processos, ideias e reflexões sobre arte e consciência ambiental.
Mais do que esculturas, ele cria pontes entre cultura, natureza e identidade.
Porque quando a arte nasce da terra, da madeira e da história de um povo, ela deixa de ser apenas um objeto.
Ela se transforma em memória viva.
E talvez seja justamente disso que o mundo mais precisa hoje: gente que transforma aquilo que foi descartado em algo capaz de inspirar novos caminhos.
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✨ “A gentileza não faz barulho, mas transforma o mundo de quem dá e de quem recebe.”
Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo
Foto: Noel Brito, artesão e ogan do Terreiro Raízes do Tempo











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