🚨 CRISE NO REMO BAIANO? Mudanças na Federação geram esvaziamento de regata e acendem alerta entre clubes tradicionais
- Nilson Carvalho

- 9 de jul.
- 3 min de leitura

Após anos de luta para fortalecer a modalidade, nova gestão da Federação é alvo de críticas por mudanças que, segundo representantes do esporte, dificultaram a participação dos clubes. Cenário levanta debate sobre o futuro do remo na Bahia.
Por Papo de Artista Bahia & TvBahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo
Por: Nilson Carvalho
O esporte que já revelou talentos, construiu histórias e faz parte da tradição esportiva da Bahia enfrenta um momento de incerteza. Um relato encaminhado à redação do Papo de Artista Bahia, acompanhado de imagens registradas na tradicional Raia dos Estrangeiros, chama a atenção para um cenário que preocupa atletas, dirigentes e apaixonados pelo remo.

Segundo o relato enviado por Evilasio Almada Fonseca, mudanças promovidas pela nova diretoria da Federação de Clubes de Remo da Bahia teriam alterado a dinâmica das competições e provocado a ausência de importantes equipes em uma das regatas mais aguardadas do calendário.
Clubes tradicionais ficaram de fora
De acordo com Evilasio Almada Fonseca, após quatro anos de esforços para fortalecer o remo baiano, a mudança na direção da entidade trouxe novas exigências financeiras para participação nas provas.
Segundo ele, clubes tradicionais, como São Salvador e Itapagipe, decidiram não disputar a regata por não terem condições de arcar com os custos exigidos para a inscrição dos remadores.
"Os clubes já enfrentam dificuldades financeiras. Cobrar para que os próprios remadores possam competir torna a participação ainda mais difícil", afirmou Evilasio em mensagem enviada à redação.

Ainda conforme o relato, apenas Santa Cruz participou de parte das provas, enquanto o Vitória competiu em diversas baterias, algumas delas sem adversários inscritos.
Quando o esporte perde participantes, todos perdem
O remo é uma modalidade que depende da participação coletiva para manter viva sua tradição. Quando clubes deixam de competir por questões financeiras, o impacto vai muito além das disputas dentro da água.
Menos equipes significam menos oportunidades para jovens atletas, menor visibilidade para patrocinadores, redução do interesse do público e um possível enfraquecimento da modalidade no estado.
Especialistas em gestão esportiva costumam destacar que a sustentabilidade de qualquer competição depende do equilíbrio entre organização, custos acessíveis e incentivo aos clubes participantes.
Federação tem espaço para apresentar sua versão
Até o momento da publicação desta reportagem, a redação do Papo de Artista Bahia não recebeu manifestação oficial da Federação de Clubes de Remo da Bahia sobre as questões apresentadas no relato.
O espaço permanece aberto para que a entidade apresente seus esclarecimentos, explicações ou posicionamento sobre os fatos mencionados, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla informação.
Mais do que uma competição, uma história que precisa continuar
O remo faz parte da identidade esportiva da Bahia há mais de um século. Preservar essa tradição significa criar condições para que atletas, clubes e novas gerações possam continuar escrevendo essa história.

Quando obstáculos financeiros afastam competidores, surge uma reflexão importante: quais caminhos podem fortalecer a modalidade e ampliar o acesso ao esporte?
Essa é uma discussão que interessa não apenas aos remadores, mas a toda a sociedade que acredita no esporte como ferramenta de inclusão, educação e transformação social.
📸 Fotos e informações encaminhadas por: Radialista Evilasio Almada Fonseca.
💬 E você, acredita que as competições esportivas devem buscar formas de ampliar a participação dos clubes ou as atuais exigências são necessárias para a organização dos eventos?
Comente, compartilhe e levante essa discussão. Você acha que isso está certo?
"Quem se cala diante do risco, assume a responsabilidade pelo dano."
O silêncio também mata.
Por Papo de Artista Bahia & TvBahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo.
Fotos: Radialista Evilasio Almada Fonseca




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