“CASTRO ALVES BLOQUEIA BEBIDA E PAREDÃO NA FESTA DA PADROEIRA — DECISÃO REACENDE DEBATE SOBRE SEGURANÇA, FÉ E DIREITOS DO POVO”
- Nilson Carvalho

- 6 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Por: Nilson Carvalho — Papo de Artista Bahia
Num momento em que o Brasil inteiro tenta equilibrar tradição, fé e ordem pública, a cidade de Castro Alves, no Recôncavo Baiano, tomou uma decisão que está dando o que falar: proibir bebidas alcoólicas e som automotivo durante a Festa da Padroeira, em homenagem à Nossa Senhora da Imaculada Conceição, que acontece na próxima segunda-feira (8).
O decreto, publicado no Diário Oficial, mira diretamente naquilo que costuma causar tumulto nas grandes celebrações: exageros, brigas, descontrole e confusão. A prefeitura afirma que o objetivo é “preservar o caráter religioso do evento” e evitar que a fé seja engolida por “paredões”, tumultos e excessos.
Mas… será que essa medida protege mesmo o povo? Ou limita o direito individual de quem quer celebrar à sua maneira?
Essas perguntas ecoam entre moradores, comerciantes, ambulantes e devotos — cada um com sua visão, suas dores e suas necessidades.
O QUE MUDA NA PRÁTICA?
📍 Dentro de um raio de 50 metros da cerimônia religiosa e do show do grupo Cantores de Deus, ninguém poderá vender ou consumir bebida alcoólica.
📍 Também fica proibida a circulação de carros de som, paredões e equipamentos similares.
📍 Ambulantes, comerciantes fixos e público em geral estão inclusos.
📍 Quem desobedecer poderá ter mercadorias apreendidas e receber outras penalidades previstas na legislação municipal.
A gestão municipal garante: “A intenção é garantir um ambiente respeitoso, organizado e seguro para todos os fiéis.”
O OLHAR CRÍTICO QUE NÃO PODE FALTAR
A proibição levanta debates urgentes:
🔹 Segurança pública: sim, o excesso de álcool costuma gerar brigas e situações de risco.
🔹 Defesa da fé: muitos acreditam que a festa deve, sim, ser focada no espiritual.
🔹 Impacto econômico: ambulantes podem enfrentar prejuízos.
🔹 Liberdade individual: até que ponto o poder público pode controlar o comportamento das pessoas em um espaço tradicionalmente popular?
🔹 E o povo? É ele quem vive, sofre e celebra — e precisa ser ouvido.
Toda medida que limita, restringe ou controla o comportamento social precisa ser discutida com transparência. O perigo é quando decisões são impostas sem diálogo, sem debate, sem participação popular.
A festa é da padroeira — mas também é do povo. E povo não pode ser tratado como figurante.
Em tempos de conflitos, intolerância e decisões de cima para baixo, fica a pergunta:
Será que estamos protegendo a fé… ou apagando a voz do povo?
Comente, compartilhe e faça essa discussão chegar mais longe. A democracia começa quando a gente fala – e escuta.
Foto: Internet







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