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“CASTRO ALVES BLOQUEIA BEBIDA E PAREDÃO NA FESTA DA PADROEIRA — DECISÃO REACENDE DEBATE SOBRE SEGURANÇA, FÉ E DIREITOS DO POVO”


Por: Nilson Carvalho — Papo de Artista Bahia

 

Num momento em que o Brasil inteiro tenta equilibrar tradição, fé e ordem pública, a cidade de Castro Alves, no Recôncavo Baiano, tomou uma decisão que está dando o que falar: proibir bebidas alcoólicas e som automotivo durante a Festa da Padroeira, em homenagem à Nossa Senhora da Imaculada Conceição, que acontece na próxima segunda-feira (8).

 

O decreto, publicado no Diário Oficial, mira diretamente naquilo que costuma causar tumulto nas grandes celebrações: exageros, brigas, descontrole e confusão. A prefeitura afirma que o objetivo é “preservar o caráter religioso do evento” e evitar que a fé seja engolida por “paredões”, tumultos e excessos.

 

Mas… será que essa medida protege mesmo o povo? Ou limita o direito individual de quem quer celebrar à sua maneira?


Essas perguntas ecoam entre moradores, comerciantes, ambulantes e devotos — cada um com sua visão, suas dores e suas necessidades.

 

 O QUE MUDA NA PRÁTICA?

 

📍 Dentro de um raio de 50 metros da cerimônia religiosa e do show do grupo Cantores de Deus, ninguém poderá vender ou consumir bebida alcoólica.

📍 Também fica proibida a circulação de carros de som, paredões e equipamentos similares.

📍 Ambulantes, comerciantes fixos e público em geral estão inclusos.

📍 Quem desobedecer poderá ter mercadorias apreendidas e receber outras penalidades previstas na legislação municipal.

 

A gestão municipal garante: “A intenção é garantir um ambiente respeitoso, organizado e seguro para todos os fiéis.”

 

 O OLHAR CRÍTICO QUE NÃO PODE FALTAR

 

A proibição levanta debates urgentes:

 

🔹 Segurança pública: sim, o excesso de álcool costuma gerar brigas e situações de risco.

🔹 Defesa da fé: muitos acreditam que a festa deve, sim, ser focada no espiritual.

🔹 Impacto econômico: ambulantes podem enfrentar prejuízos.

🔹 Liberdade individual: até que ponto o poder público pode controlar o comportamento das pessoas em um espaço tradicionalmente popular?

🔹 E o povo? É ele quem vive, sofre e celebra — e precisa ser ouvido.

 

Toda medida que limita, restringe ou controla o comportamento social precisa ser discutida com transparência. O perigo é quando decisões são impostas sem diálogo, sem debate, sem participação popular.

 

A festa é da padroeira — mas também é do povo. E povo não pode ser tratado como figurante.

 

Em tempos de conflitos, intolerância e decisões de cima para baixo, fica a pergunta:

 

Será que estamos protegendo a fé… ou apagando a voz do povo?

 

 Comente, compartilhe e faça essa discussão chegar mais longe. A democracia começa quando a gente fala – e escuta.


Foto: Internet


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