🕊️ CASA DO PAI BOBÓ PODE SE TORNAR O PRIMEIRO TERREIRO DO ESTADO DE SÃO PAULO TOMBADO PELO GOVERNO FEDERAL

Iphan iniciou estudos para avaliar o reconhecimento histórico e cultural do terreiro Ilê Oiá Messã Orum, fundado em 1957 por Pai Bobó de Iansã, em Guarujá
Uma história de fé, cultura e ancestralidade pode estar prestes a ganhar um novo capítulo no patrimônio brasileiro. A Ilê Oiá Messã Orum, conhecida como Casa do Pai Bobó, em Vicente de Carvalho, Guarujá, recebeu técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para iniciar os estudos que poderão levar ao seu reconhecimento como patrimônio.
Caso o processo avance, o terreiro poderá se tornar o primeiro do Estado de São Paulo tombado pelo governo federal, segundo as informações apresentadas no material.
📍 UM TERREIRO COM QUASE SETE DÉCADAS DE HISTÓRIA
Localizado no Pae Cará, o Ilê Oiá Messã Orum foi fundado em 1957 por José Bispo dos Santos, conhecido como Pai Bobó de Iansã.
O espaço se tornou referência para a comunidade do candomblé e carrega uma trajetória ligada à expansão da tradição religiosa de matriz africana para o Sudeste brasileiro.
🏛️ IPHAN INICIA ESTUDOS
A visita dos técnicos do Iphan marcou o início de um processo que ainda está em fase inicial.
Novas visitas, pesquisas e levantamentos deverão ser realizados para reunir informações sobre a história do terreiro, sua tradição e sua importância cultural.
Um dos pontos que ainda será definido é qual tipo de reconhecimento poderá ser concedido: patrimônio imaterial, patrimônio material ou uma proteção que contemple os dois aspectos.
✊🏿 A HISTÓRIA DE PAI BOBÓ
Nascido na Bahia, Pai Bobó de Iansã chegou a Guarujá em 1957 e levou consigo sua tradição religiosa, fundando o Ilê Oiá Messã Orum.
O terreiro pertence à nação Queto, ligada ao candomblé de tradição iorubá, e é apresentado no material como o primeiro espaço desse segmento instalado fora da Bahia.
Pai Bobó morreu em 1993, mas sua trajetória continua associada à história religiosa e cultural de Guarujá.
🌿 PRESERVAR TAMBÉM É RECONHECER A MEMÓRIA
O possível reconhecimento do terreiro vai além da preservação de um espaço físico.
A discussão envolve memória, ancestralidade, cultura afro-brasileira e a história de comunidades que ajudaram a construir a identidade cultural do país.
O processo do Iphan ainda não representa um tombamento definitivo. São os estudos técnicos que deverão indicar se o espaço reúne os elementos necessários para o reconhecimento patrimonial.
Quando a memória de um povo é preservada, não se protege apenas um lugar: protege-se uma história que pertence às próximas gerações.
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Papo de Artista Bahia & TVBahia3 — A Voz da Cultura e Fiscal do Povo.
Por: Nilson Carvalho.
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