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Baiana que saiu de Salvador aos 15 anos e hoje lidera gigante da energia no Brasil: história de poder, ESG e transformação social

Da disciplina do balé na Alemanha à vice-presidência da Vibra Energia, trajetória de Vanessa Gordilho expõe o novo rosto da liderança feminina no setor corporativo e reacende debate sobre impacto social, diversidade e responsabilidade das empresas com o povo

Salvador no peito, mundo na bagagem: uma história que atravessa fronteiras

 

Ela saiu da Bahia ainda adolescente, aos 15 anos, carregando sonhos, disciplina e a leveza do balé clássico. O destino? A Alemanha. O que parecia apenas uma formação artística se transformou em um ponto de virada: ali nascia uma trajetória que hoje coloca Vanessa Gordilho entre as principais lideranças femininas do setor de energia no Brasil.

 

Hoje, ela ocupa a vice-presidência executiva de Varejo da Vibra Energia, uma das maiores plataformas multienergia do país. Mas a pergunta que ecoa não é apenas “como ela chegou lá?”, e sim: o que essa posição representa para a sociedade brasileira?

 

Mulheres no poder: avanço real ou exceção que confirma a regra?

 

Em um país onde a desigualdade de gênero ainda marca profundamente os espaços de decisão, a presença de uma mulher baiana em uma das maiores corporações do setor energético não é apenas uma conquista individual — é um sinal de disputa estrutural.

 

“Ter mais mulheres em posições de liderança ajuda a construir ambientes mais diversos, mais inovadores e mais conectados com a realidade da sociedade”, afirma a executiva.

 

Mas a reflexão é maior: quantas ainda ficam de fora desses espaços? E por quê?

 

ESG: promessa de transformação ou discurso corporativo?

 

Nos últimos anos, o termo ESG deixou de ser tendência e virou cobrança. Ambiental, social e governança: três pilares que, na prática, deveriam garantir empresas mais responsáveis com o planeta e com as pessoas.

 

A Vibra Energia tem investido em ações de impacto social, como o Movimento Violência Sexual Zero, que busca conscientizar sobre a proteção de crianças e adolescentes. Iniciativas como a “Loja de Inconveniência” chamam atenção para temas urgentes e muitas vezes silenciados.

 

“Quando uma empresa do tamanho da Vibra coloca sua rede a serviço de uma causa, ela amplia visibilidade e conscientização”, destaca Vanessa.

 

Mas especialistas e ativistas sociais alertam: ESG sem prática real vira apenas marketing bonito em embalagem social.

 

O poder das grandes empresas: impacto positivo ou responsabilidade ignorada?

 

Com presença em milhares de municípios e impacto direto na vida de milhões de brasileiros, empresas como a Vibra não apenas vendem produtos — elas influenciam realidades.

 

“Mais do que oferecer serviços, temos a oportunidade de gerar impacto positivo e apoiar comunidades”, afirma Vanessa.

 

Esse é o ponto central da discussão: quando uma empresa cresce, cresce junto sua responsabilidade social.

 

ESG Fórum Bahia: onde ideias encontram o chão da realidade

 

A executiva será uma das palestrantes do ESG Fórum Bahia, em Salvador, reunindo lideranças femininas e especialistas em inovação e sustentabilidade.

 

O evento se tornou espaço estratégico para discutir o futuro das empresas e da sociedade, especialmente em um momento em que consumidores exigem coerência entre discurso e prática.

 

“ESG precisa sair do campo conceitual e estar integrado às decisões das empresas”, reforça Vanessa.

 

Entre o discurso e a prática: o que isso muda na vida do povo?

 

A grande pergunta que fica é simples e direta: essas transformações chegam até a população comum?

 

Gera empregos mais justos?

Amplia inclusão real?

Reduz desigualdades históricas?

Ou permanece concentrado nas salas de reunião das grandes corporações?

 

A resposta ainda está em construção — e depende da pressão social, da fiscalização pública e da consciência coletiva.

 

Conclusão: uma história de sucesso que também é um espelho social

 

A trajetória de Vanessa Gordilho não é apenas sobre ascensão profissional. É também sobre o Brasil que forma talentos, mas ainda luta para distribuir oportunidades de forma igualitária.

 

E quando uma história como essa vem à tona, ela não serve apenas para inspirar — serve para provocar.

 

“Quem se cala diante do risco, assume a responsabilidade pelo dano.”

 

📢 Comente, compartilhe e levante essa discussão: você acha que as empresas estão realmente mudando o país ou apenas mudando o discurso? O silêncio também fala alto.

 

Por Papo de Artista Bahia & TvBahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo

Por: Nilson Carvalho

Foto: Internet


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