🚨 BAHIA LIDERA RANKING DO ANALFABETISMO NO BRASIL: MAIS DE 1 MILHÃO DE PESSOAS AINDA NÃO SABEM LER NEM ESCREVER
- Nilson Carvalho

- há 15 horas
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Dados do IBGE revelam realidade alarmante: Bahia é o único estado do país com mais de 1 milhão de analfabetos; especialistas alertam para impactos sociais, econômicos e humanos
Por: Nilson Carvalho | Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo
A educação é frequentemente apontada como o principal caminho para a transformação social. No entanto, números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acendem um sinal de alerta na Bahia e levantam um debate urgente sobre os desafios históricos enfrentados pelo estado.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação 2025, a Bahia possui atualmente 1,1 milhão de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever, tornando-se o único estado brasileiro a ultrapassar a marca de um milhão de analfabetos.
O dado representa 13,7% de todos os analfabetos do Brasil, um número que preocupa educadores, movimentos sociais e defensores dos direitos humanos.
Uma realidade que vai além dos números
Por trás das estatísticas existem histórias de vidas marcadas pela exclusão.
Não saber ler ou escrever limita o acesso ao mercado de trabalho, dificulta o entendimento de direitos básicos, reduz oportunidades e aprofunda desigualdades sociais.
Para muitas pessoas, especialmente idosos, o analfabetismo representa uma barreira diária para tarefas simples, como ler uma receita médica, interpretar uma conta ou acessar serviços públicos.
"Educação não é privilégio; é um direito fundamental garantido pela Constituição", destacam especialistas em políticas públicas educacionais.
Idosos são os mais afetados
Os dados do IBGE mostram que a maior concentração do problema está entre a população idosa.
Dos 1,1 milhão de analfabetos na Bahia, 718 mil têm 60 anos ou mais, representando 62,7% do total.
Na prática, isso significa que aproximadamente um em cada três idosos baianos não sabe ler nem escrever.
Esse cenário revela desigualdades históricas acumuladas ao longo de décadas, quando grande parcela da população teve pouco ou nenhum acesso à escola.
Bahia ainda está acima da média nacional
Embora o Brasil tenha alcançado em 2025 a menor taxa de analfabetismo já registrada pelo IBGE, com índice nacional de 4,9%, a Bahia permanece com taxa de 9,5%, quase o dobro da média brasileira.
Entre pessoas com 25 anos ou mais, a taxa baiana chega a 11,6%, enquanto a média nacional é de 5,8%.
Já entre cidadãos com 40 anos ou mais, o índice estadual alcança 16,3%, frente aos 8,3% registrados no país.
Quais os impactos para a população?
O analfabetismo não afeta apenas quem não teve acesso à educação. Seus reflexos atingem toda a sociedade.
Entre os principais impactos estão:
Maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho;
Redução da renda familiar;
Aumento das desigualdades sociais;
Menor participação cidadã e política;
Dificuldades no acesso à saúde, programas sociais e serviços públicos.
Por outro lado, investimentos consistentes em alfabetização de jovens, adultos e idosos podem gerar benefícios significativos, como aumento da qualidade de vida, fortalecimento da economia local e ampliação da cidadania.
Desafio exige união de toda a sociedade
Especialistas apontam que enfrentar o analfabetismo exige políticas públicas permanentes, investimentos contínuos na educação básica e programas eficazes de alfabetização para jovens e adultos.
Além da atuação do poder público, escolas, famílias, universidades, organizações sociais e toda a sociedade possuem papel fundamental na superação desse desafio histórico.
"Uma sociedade que investe em educação investe no seu próprio futuro."
Os dados do IBGE não devem ser vistos apenas como estatísticas, mas como um chamado à reflexão e à ação coletiva.
"Quem se cala diante do risco, assume a responsabilidade pelo dano."
📢 Você acredita que as políticas públicas atuais são suficientes para reduzir o analfabetismo na Bahia? O que precisa mudar?
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Fonte: Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação 2025, divulgados pelo IBGE.
Foto: GPABA




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