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Até Que Horas Vai a Diversão? Decreto em Madre de Deus Divide Opiniões e Acende Debate Sobre Trabalho, Sossego e Direito do Povo

Por: Nilson Carvalho

Por trás da música alta, das mesas cheias e do movimento que garante o sustento de milhares de famílias, uma decisão da Prefeitura de Madre de Deus vem sacudindo a rotina da cidade — e provocando uma pergunta que não quer calar: quem ganha e quem perde com o novo decreto que limita o funcionamento de bares e restaurantes até as 2h da manhã?

 

Publicado neste ano, o decreto municipal determina que bares, restaurantes, lanchonetes, cafés e até ambulantes de Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador, devem encerrar suas atividades, sem exceção, até às 2 horas. A regra vale independentemente do tipo de alvará concedido anteriormente. A justificativa oficial é garantir o “sossego da população”.

 

Além do horário de funcionamento, o texto também aperta o cerco sobre o uso de som. De domingo a quinta-feira, música só até às 23h. Sextas, sábados, feriados e vésperas de feriado, o limite vai até meia-noite. Depois disso, qualquer ruído pode virar alvo de fiscalização, com apoio da Polícia Militar.

 

Ordem ou sufoco econômico?

 

Para quem mora próximo a áreas de bares e festas, a medida pode representar noites mais tranquilas, menos conflitos e até uma sensação maior de segurança. O descanso é um direito legítimo — e muitas famílias sofrem há anos com excesso de barulho e confusão madrugada adentro.

 

Mas do outro lado do balcão, a realidade é dura. Donos de bares, garçons, cozinheiras, músicos, ambulantes e trabalhadores informais temem o impacto direto no bolso. Menos horas abertas significam menos vendas, menos gorjetas e, em muitos casos, risco de demissões. Em uma cidade onde o lazer e a vida noturna também movimentam a economia local, a decisão levanta um alerta social importante.

 

Multa, suspensão e até cassação

 

O decreto não deixa margem para descumprimento. Quem insistir em funcionar fora do horário pode sofrer advertência, multa, suspensão temporária do alvará e, em casos mais graves ou reincidentes, a cassação definitiva. Para pequenos empreendedores, isso pode representar o fim do negócio construído com anos de esforço.

 

O equilíbrio que o povo espera

 

A gestão municipal afirma buscar equilíbrio entre atividade econômica e qualidade de vida. A pergunta que ecoa nas ruas é: esse equilíbrio foi construído ouvindo todos os lados? Sem diálogo amplo, medidas como essa correm o risco de proteger uns enquanto empurram outros para o desemprego e a informalidade.

 

Como ativista social, é impossível ignorar que ordem pública e dignidade econômica precisam caminhar juntas. Sossego não pode virar silêncio imposto a quem trabalha, assim como diversão não pode virar sofrimento para quem precisa descansar.

 

 E você, o que acha? Esse decreto protege a cidade ou sufoca quem vive do trabalho noturno?

 Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.

 

Foto: Internet


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