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Até Quando, Meu Deus? Mais uma Mulher Silenciada pela Violência e uma Criança Marcada pela Dor em Salvador

Mais uma casa virou cena de luto. Mais uma família foi destruída. Mais uma mulher teve a vida interrompida pela violência que insiste em se repetir diante dos nossos olhos. Na noite desta segunda-feira (2), no bairro de Pernambués, em Salvador, Letícia Nunes Santos, de 37 anos, foi morta a facadas dentro do próprio lar. A filha dela, uma adolescente de apenas 12 anos, também foi ferida e socorrida por vizinhos.

 

O suspeito do crime é o companheiro da vítima, que foi preso pela Polícia Civil. Após atacar Letícia, ele ainda subiu no telhado da residência e ameaçou tirar a própria vida. A cena, além de brutal, revela o retrato de uma violência doméstica que não nasce de repente — ela cresce no silêncio, na omissão e na falta de proteção.

 

A criança, que deveria estar segura, brincando e sonhando, agora carrega marcas físicas e emocionais que nenhuma idade deveria suportar. Seu estado de saúde ainda não foi divulgado, mas o trauma já é certo. Não é apenas um caso policial. É uma ferida aberta na sociedade.

 

O crime está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ainda não se sabe a motivação, mas é preciso dizer o óbvio que muitos insistem em ignorar: nenhuma motivação justifica a violência contra a mulher. Nenhuma discussão, nenhum ciúme, nenhum “momento de raiva”.

 

Do ponto de vista social, cada crime como esse deixa uma mensagem perigosa quando não é enfrentado com seriedade: a de que a mulher segue vulnerável até dentro de casa. Quando o Estado age, prende e investiga, há um benefício claro para o povo — mostra que a violência não será normalizada. Mas quando falhamos na prevenção, no acolhimento e na escuta, o preço é pago com sangue.

 

Quantas Letícias ainda precisarão morrer para que a sociedade acorde? Quantas crianças ainda precisarão crescer sem mãe para que a violência doméstica seja tratada como prioridade absoluta? Denunciar, acolher, informar e compartilhar não é militância vazia — é defesa da vida.

 

Essa não é uma notícia para ser lida e esquecida. É um grito. É um pedido de socorro coletivo.

 

🛑 Enquanto a violência contra a mulher for tratada como rotina, o luto continuará sendo notícia. Comente, compartilhe e não se cale — o silêncio também mata.

 

Comente, compartilhe e levante essa discussão.


Até quando essa violência, meu Deus?

 

Por: Nilson Carvalho

 

Foto: Internet


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